sábado, 30 de junho de 2012

Oração de madre Teresa de Calcutá

Mantenha seus olhos puros
para que Jesus possa olhar através deles.
Mantenha sua língua pura
para que Jesus possa falar por sua boca.
Mantenha suas mãos puras
para que Jesus possa trabalhar com suas mãos.
Mantenha sua mente pura
para que Jesus possa pensar seus pensamentos em sua mente.
Mantenha seu coração puro
para que Jesus possa amar com seu coração.
Peça a Jesus para viver sua própria vida em você, porque:
Ele é a Verdade da humanidade.
Ele é a Luz da caridade.
Ele é a Vida da santidade.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O marketing e o serviço pastoral

Neste artigo pretendo abordar como utilizar meios de comunicação para o serviço pastoral, através de técnicas de marketing. A ideia é oferecer um guia aos animadores e animadoras vocacionais mostrando que é possível trabalhar com os meios que estão ao nosso alcance para chegar a uma evangelização mais efetiva. Para tanto, inicialmente gostaria de detalhar um pouco em que consiste um planejamento de marketing e como se constitui os primeiros passos para um trabalho mais eficaz.
A primeira ideia é criar valor para os jovens. É preciso conhecer quem queremos atingir. Conhecer suas necessidades e administrar estar informações.
Como fazer isso?
Que tal começar elaborando um questionário simples e pesquisar informações básicas dos vocacionados e ou vocacionadas como: nome, endereço, profissão, grau de escolaridade, participação na comunidade, presença nas celebrações, interesses nas pastorais etc?
Quanto mais informações você tiver sobre seu público-alvo mais facilidade terá de conquistá-lo.
Se até o momento você ainda não conhece bem sua realidade, sugiro que o faça. Pegue um mapa da região onde você está e comece a trilhar os caminhos por onde pretende começar. Divida por bairros, regiões e zonas nas quais sua paróquia pertence. Analise quais os acessos possíveis até sua capela. Qual o meio de transporte, como é o acesso até a Igreja, quais os horários mais apropriados para as celebrações.

Elaborar estratégia, criar identidade e usar meios de comunicação
O passo seguinte é elaborar uma estratégia de marketing com base nas respostas a duas simples questões: "a quem quero atingir primeiro?". E a outra é: "como posso servir melhor meu público-alvo?".
Partindo dessa estratégia definida, iniciaremos nosso programa de marketing integrado que consiste em preparar uma campanha que transforme esta estratégia em valor real. É preciso criar um serviço e uma identidade de marca para eles.
Um bom começo é despertar nos jovens sua participação voluntária. Criar pastorais da acolhida, despertar e motivar a participação deles para uma Igreja engajada e solidária. Mostrar que eles são importantes. Chamá-los pelo nome, identificá-los a partir de suas necessidades e situá-los tomando como base sua realidade. Desse modo será mais fácil elaborar um programa de promoção que comunique e atinja o objetivo a que se pretende.
O mais difícil neste processo é estreitar a relação entre o jovem e a sua comunidade. O animador e a animadora devem buscar ajuda de outros meios, como a imagem, o som, a mídia impressa e todos os que ele tiver à disposição. Além disso, seu relacionamento com a comunidade precisa melhorar visivelmente, bem como sua capacidade em administrar conflitos.
Pensemos em uma realidade rural, onde não há meios de comunicação ao nosso dispor e faltam ferramentas. Como mencionado acima, o primeiro passo é descobrir quais os meios que temos: rádio comunitária, jornal local, carro de som, gráfica, alto falante da Igreja. Que tal pensar em um programa de rádio semanal? Há muitas formas de se conseguir patrocínio e a parceria é fundamental neste processo.
Já experimentou utilizar o folheto da paróquia junto com o jornal local? Hoje em dia há muitas formas de se fazer parceria encartando o folheto em alguma tiragem especial. Uma caixa de som pode ser adaptada em uma bicicleta, assim como a inserção de mensagens em faixas de tecidos, espalhadas em pontos estratégicos da cidade, podem custar mais barato que um anúncio na capa de um jornal diário. Outra sugestão também seria utilizar o próprio alto falante da Igreja. Criar um momento do dia e anunciar alguma programação da paróquia para despertar expectativas e necessidades, fazendo com que os jovens esperem por aquele momento.
Reunir pequenos grupos a partir dos interesses e objetivos que eles estão buscando na comunidade é uma importante estratégia para gerar engajamento e incentivar a participação na comunidade. Com este objetivo, pode-se utilizar os resultados das pesquisas realizadas junto à comunidade por meio de questionários, como foi indicado no início do artigo. Por exemplo, se um número considerável de jovens tem interesse em aprender sobre Liturgia, por que não oferecer cursos de capacitação para eles nesta área? E não só formar novas lideranças, como também incentivar, acompanhar e distribuir tarefas.
Outro ponto importante é conhecer como se trabalha na paróquia vizinha. Analizar quem trabalha ao nosso lado pode ser interessante. Não significa copiar  o que está sendo feito, mas adaptá-lo a seu modo, de acordo com as necessidades de sua comunidade.
Para não nos esquecermos de quem vive em uma realidade urbana, as estratégias são as mesmas. Muda apenas o método. Ao iniciarmos um trabalho de marketing junto a quem vive em constantes mudanças temos de levar em consideração alguns fatores, como o novo cenário da comunicação integrada de marketing e o domínio das novas tecnologias. Por exemplo, que tal criar um cadastro com os e-mails de todos os jovens que frequentam a paróquia?
Outro ponto é administrar os interesses, que podem ser bem diferentes se vindos de uma classe alta, por exemplo. Neste caso, o esforço é maior, pois nos pede uma atualização constante, linguagem mais elaborada, reciclagem de conteúdos, novos recursos como data show e outros dispositivos eletrônicos. Além disso, é importante garantir responsabilidade e ter eficiência naquilo a que estamos nos propondo realizar.

Jesus é o exemplo
Não podemos nos esquecer que nos apresentou o modelo mais simples do processo de marketing: Jesus. Ele conhecia as pessoas como ninguém, ouvia seus apelos, entendia suas necessidades, administrava informações, elaborava estratégias orientadas para seu público e comunicava uma proposição de valor que não tem preço: a Salvação. Somos seus continuadores. Precisamos criar relacionamentos verdadeiros, recuperar o encanto e promover a Vida.
Tom Viana - Religioso Paulino e sacerdote 
Fonte: Revista Rogate

terça-feira, 26 de junho de 2012

Dinâmica: Seu eu fosse...

Objetivo
Esta dinâmica de avaliação de final de encontro tem como princípio possibilitar impulsos de criatividade para a avaliação, no sentido de evitar que os participantes do encontro repitam aquilo que  outros já disseram. 

Material
Para o momento de avaliação final, a coordenação deve ter preparado tiras de papel (tantas quantas forem os participantes) com a seguinte frase:
"SE EU FOSSE................................... como eu avaliaria este encontro?"

Desenvolvimento
Reunidos os participantes para avaliação final, cada um recebe uma tira de papel com os dizeres acima e deve escolher alguma coisa para completar a frase, para depois fazer a avaliação do encontro a partir daquilo que foi escolhido. A coordenação pode dar algum exemplo para que fique claro a todos os participantes a dinâmica da avaliação. Pode-se usar o seguinte exemplo: Alguém pode escolher "ponte" como palavra que completa a frase e fazer o seguinte raciocínio de avaliação: "Uma ponte possibilita que as pessoas passem por cima do rio, que é um obstáculo. Assim este encontro (curso/treinamento) veio me ajudar a ultrapassar tal e tal obstáculo que encontrava em meu trabalho..."
Quando todos os participantes tiverem entendido a dinâmica da avaliação, dá-se um tempo para que cada qual escolha alguma coisa e a escreva no papel. Tendo todos já escolhido algo e escrito no papel, o coordenador convida para o início da avaliação final, onde cada qual vai ler a frase  completa, explicar em poucas palavras por que escolheu tal coisa e fazer a sua avaliação a partir daquilo que escolheu. Para evitar que algumas pessoas se alonguem muito em suas falas e outras não digam quase nada - ou, então, quando o tempo disponível for curto - a coordenação pode colocar algumas diretivas para esta avaliação tipo: cada qual deve dizer apenas um motivo pelo qual escolheu tal objetivo e duas frases de avaliação a partir do objeto escolhido.
Fonte: Dinâmicas para encontros de grupo - Ed. Vozes

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Os desígnios de Deus

Há uma história que narra um jogo de golfe entre Moisés, Jesus e um velho.
O primeiro a realizar a jogada é Moisés, que não utiliza um taco, mas seu poderoso cajado. Ele se concentra e bate com muita força, tentando, numa única tacada, acertar o buraco. O que não acontece, porque a bola sobre numa parábola perfeita e cai no lago. Ele, então, ergue o cajado e o lago se abre. O local onde a bola estava fica totalmente seco. Moisés dirige-se para lé e faz outra jogada perfeita, atingindo em cheio o buraco. Portanto, Moisés acaba de bater o recorde universal, interdimensional, inter qualquer coisa.
Logo após, quem realiza a tentativa quase impossível de bater o recorde é Jesus. Ele se concentra e bate na bola com toda a força possível. A bola sobe em uma parábola perfeita, aliás, sua grande especialidade. Estava caindo no lago, quando uma vitória-regia se movimenta em direção à queda da bola e deixa que a mesma pouse sobre sua enorme folha. Jesus não teve dúvida: vai caminhando sobre as águas até chegar à vitória-regia, onde está a bola. Chegando lá, faz sua segunda jogada, um enorme sucesso, atingindo o buraco. Incrível! Temos agora dois recordistas no jogo de golfe!
Chega a hora do velhinho que não se concentra muito. Bate com grande descaso na bola, e ainda na direção oposta ao buraco. A bola toca em um telhado, desce até a calha e sai por um cano. Um cachorro que passava pega a bola, sai correndo por uma estrada, deixa a bola escapar. Esta pula no asfalto, é atropelada por um caminhão, ganha velocidade, bate em outro carro e vai numa parábola mais que perfeita em direção ao lago, no campo de golfe. Quando está para cair na água, um sapo salta no ar e engole a bola. Antes do sapo cair na água, uma águia pega o sapo e sai, num vôo rápido, para outra direção. O sapo, nesse momento, sente-se enjoado, por ser o futuro jantar da águia. Vomita a bola que cai retilínea e perpendicularmente no buraco. Fantástico!
Chateado, Moisés vira-se para Jesus e diz:
- Jesus, decididamente, não há condições de se jogar golfe com seu Pai!
Os planos de Deus não são fáceis de serem entendidos, mas sempre atingem seu objetivo. Mesmo depois de muitos revezes na vida, por linhas tortas, Deus mostra sua mão poderosa.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Chamados a ser cristãos

Em um encontro promovido pelo Instituto de Pastoral Vocacional (IPV), no dia 18 de maio, em São Paulo (SP), com o objetivo de relacionar os temas "Vocação" e "Politica", o teólogo e economista Jung Mo Sung abordou a necessidade de entendermos como funciona a sociedade antes de tomarmos decisões e partidos, especialmente diante de tantas pessoas de boa vontade, mas que acreditam ilusoriamente que mudarão o mundo com seus "achismos".
Na explanação, realizada no auditório da livraria Paulinas, Jung Mo Sung insistiu no fato de que, ao professarmos a fé em Jesus Cristo, somos chamados a ser cristãos. Entretanto, advertiu de que a vocação cristã não significa vocação para a política partidária, visando assumir cargos legislativos e executivos na sociedade.
Para Mo Sung a vocação do cristão para a atuação política deve ser acompanhada de um olhar atento ao redor, para a realidade em que se vive. Se há o desejo de ingressar na política para a mudança do quadro social, é necessário fazer uma análise da sociedade em que se vive, com suas subdivisões e organização política, que envolve os poderes executivo, legislativo e judiciário, cada qual com sua competência específica. O mesmo serve para as diferentes esferas de governo: municipal, estadual e federal. Em outras palavras, aceitar o fato de que fazemos parte de uma realidade histórica, e para mudá-la é necessário compreendê-la.
Crítico de uma vocação política idealista, Jung Mo Sung lembrou que Jesus, em seu itinerário e no contexto de revolução que estava implantando, tinha consciência plena de que ele não veio depois do nada. Em outras palavras, Jesus estava inserido em um contexto histórico, vem depois de João Batista para anunciar a boa notícia. Jesus pregava "que o tempo já se cumpriu e o Reino de Deus está próximo" (cf. Mc 1,14-15). Cristo tinha clareza do tempo, ou seja, daquele momento histórico, e apresentava a proposta de conversões. Ao anunciar a boa notícia, Jesus não era um idealista, pois ensinava ao povo o caminho a seguir. Para Mo Sung, Jesus não nos chama à vocação política, mas sim primeiro à vocação cristã, que significa vocação à vida plena. Por vocação cristã entende-se o acreditar que o Reino está próximo, por isso exige-se uma atitude de conversão cotidiana, de compreensão da sociedade em que se está inserido e de como atuar nela.
Segundo Jung Mo Sung, o cristão deve ter consciência de que se envolver na política em nome do amor, com ingênua boa vontade, mais atrapalha do que ajuda. É fundamental entender as alianças que estão por trás de uma ação política e a realidade na qual se está envolvido. E Mo Sung alertou de que deve-se observar se  ao promover campanhas  comunitárias, por exemplo, o cristão não está provocando no grupo auxiliado a reprodução de dependências. Em especial neste ano, em que nos aproximamos das eleições municipais, Mo Sung advertiu que as comunidades precisam estar abertas a todas as propostas, porém saber que a fé não nos dá um caminho único, mas aponta a direção com muitos caminhos. E que o cristão não é obrigado a fazer campanha política, mas é chamado a se interessar pela política em busca de que ela melhore a vida das pessoas.
Maike Leo Grapiglia - Revista Rogate

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Encontro Nacional da Vida Monástica e Contemplativa


Teve início na manhã deste sábado, 16 de junho, o Encontro Nacional da Vida Monástica e Contemplativa, uma organização da Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil (CRB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB) e representantes da Vida Monástica e Contemplativa.
O encontro acontece no Seminário Santo Afonso, dos Missionários Redentoristas, na cidade de Aparecida(SP).
Os religiosos, cerca de 200, deram início as atividades com a oração da manhã (laudes) presidida pelo Secretário Geral da CNBB e bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília,, Dom Leonardo Steiner e concelebrada pelo presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito e o bispo referencial para a Vida Consagrada e bispo auxiliar de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler.
A abertura foi feita pelo secretário geral da CNBB, D.Leonardo Steiner que conduziu o momento. Participaram da mesa o prefeito da Sagrada Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e arcebispo da arquidiocese de Aparecida, dom Raimundo Damasceno, a presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil, Ir.Márian Ambrósio, o presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito, o monge cisterciense e abade emérito da Abadia Nossa Senhora de Hardehausen, em Itaporanga, D.Luiz Alberto Ruas Santos e a abadessa beneditina do Mosteiro do Salvador, Me.Vera Lúcia Parreiras Horta.
Em sua fala, D.Raimundo deu as boas-vindas aos participantes e manifestou a alegriaem acolhê-los na Arquidiocese de Aparecida, destacando que a vida monástica e contemplativa é fundamental para a Igreja.
“A Igreja depende da oração e intercessão dos religiosos de vida monástica e contemplativa. Assim como a vida de Cristo em Nazaré, os contemplativos vivem no escondimento, na humildade, no silêncio de suas clausuras”, disse.
"A grande marca, a grande riqueza deste evento se concentra num fio de ouro, que às vezes suave como um sopro, às vezes violento como uma tempestade tem força de nos converter: a Palavra de Deus, fonte de cada oração de toda a nossa espiritualidade. Essa Palavra é como uma espada de dois gumes, ela nos atinge e é como um fogo que arde em nós, como a chuva que só volta ao seu lugar depois de ter cumprido a missão de fecundar a nossa vida. Deixemos o nosso coração escancarado à ação do Espírito Santo.O amor foi a base para fazer acontecer este encontro. Era o nosso grande desejo realizá-lo.” Com esta afirmação, a presidente da CRB, Ir.Máriam Ambrosio a abertura do enconttro  a abertura, relatando uma breve memória da mudança da CRB para Brasília, após 54 anos no Rio de Janeiro e os encontro do Programa de Formação para a Vida Monástica e Contemplativa.
Esse encontro somente foi possível graças à aprovação e licença especial concedida às religiosas de clausura pelo prefeito da Sagrada Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz.
O cardeal manifestou a satisfação de deixar Roma para estar neste encontro. “Estava ansioso por estar aqui. Sempre amei os religiosos. E em minha pessoa sintam-se abençoados pelo Santo Padre Bento XVI”, se expressou.
Dom Pedro Brito comentou o empenho da CNBB, da CRB e da Comissão na organização
e realização deste encontro. “Estamos a serviço de todos estes organismos e desejamos que a vida monástica e contemplativa atinja maior visibilidade na vida da Igreja. Provocar neste mundo que existem outra formas de vida. Não nos esqueçamos da dimensão mística, vivendo só do ativismo”, completou.
O  biblista e bispo emérito de Mogi das Cruzes, D.Paulo Mascarenhas Roxo  refletiu sobre o lema do encontro: “Nossa Pátria é o céu!” (Fl 3,20). Nesta iluminação bíblica, D. Paulo provocou os participantes com a pergunta: “Será que percebem o céu em nossa vida?” ser cidadão do céu não aliena nem afasta nunca o cristão da realidade crua, às vezes, dura, da terra, dos irmãos da terra, do mundo de aqui em baixo.
Cidadãos do céu sonham realizar um mundo com o perfume do céu, da sua beleza, da sua paz, do seu amor, do seu Deus, do seu Senhor. A vida contemplativa é profecia que proclama que toda realidade carrega uma dimensão de céu. Nossas comunidades, nossos mosteiros, nossos eremitérios são
testemunhas do céu, buscam uma pequena parte da vida de céu, já aqui na terra, sonham ser verdadeiros cidadãos do céu”, confirmou.
Para dom João Braz, a Vida Religiosa deve manter vivo no cotidiano de sua existência alguns elementos fundamentais para a vivência da santidade: a experiência profunda do amor de Deus, a dimensão trinitária que nos inspira na vivencia da fraternidade com o outro, o diferente, o contexto atual e a obediência religiosa.
"Como religiosa (o), preciso fazer a experiência do amor de Deus. Deus é amor. Nos tornamos consagrados para responder a um olhar de amor que Deus teve por nós. Nos fez deixar tudo porque valia a pena. Brasa. Deus é comunidade. Ele resolveu desde sempre o problema da diversidade. Somos imagem de que Deus nos amou (Gn 2,27). Deus criou homem e mulher. Um não é menos que o outro. Deus nos criou à imagem do amor. A vida inteira é uma busca do amor. Às vezes, erramos onde procurar o amor. Voltar ao relacionamento de amor e nos perguntar: Quem é o outro para mim? O outro é um problema para mim? O outro é a grande oportunidade de eu gerar o outro que é Deus e eu só posso gerar sendo dois. O amor é Deus. O outro me dá a possibilidade de experimentar o amor. Amar o outro como ele quer ser amado. Julgar pertence a Deus”, relatou.
Para dom João o exercício da obediência é exercício das duas partes envolvidas de perceber e buscar qual é a vontade de Deus. Para ele o superior precisa ter clareza e discernimento para saber se o que ele vai dizer ou sugerir para seus irmãos(ãs) é de fato a vontade de Deus, pois o poder só tem sentido se é serviço e se não massacra a pessoa do outro. O súdito, por sua vez, não deve pecar por omissão. Não ajudar o superior a discernir a vontade de Deus, expressando seus sentimentos, é, segundo ele, prejudicial para que o desejo de Deus se torne realidade.
Partilhas em  grupos e diálogos com os conferencistas, a Celebração Eucarística no final da tarde e um momento de vigilia, completaram as atividades do dia.
Fonte: site CNBB