domingo, 5 de dezembro de 2010

Maria, mãe das vocações

Durante toda a vida, pe. Alberione chamou a atenção para o problema vocacional que el considerava "o maior problema do mundo". Ele movimentou todas as forças possíveis em torno desse problema fundamental, chamano para esta causa Maria, que se torna assim, a três títulos: "Mãe de todas as vocações".
1. Aceitou e viveu bem a própria vocação: "Aprender a aceitar a vontade de Deus, a aceitar a vocação. Maria compreendia que este seu filho seria morto na cruz e que ela sofreria muito. Aceitar a vocação: aceita-se a vocação cada dia. Recifrar a fórmula é um minuto, mas aceitá-la com os fatos é mais difícil" (Pr RA 185).
2. Cuidou da mais bela vocação: "Maria acolheu, nutriu, acompanhou a mais bela vocação, Jesus. Assistiu-o até à morte e o apresentou na Ascensão (PP II, 66).
3. Cuidou e cuidará, em todos os tempos, de todas as vocações: "Nas boas vocações, Maria está presente, escolhendo as belas flores do jardim da Igreja e levando-as a Jesus" (UPS IV, 272).
Sempre atenta às necessidades apostólicas da Igreja, pe. Alberione compreendeu que o problema das vocações era "um problema fundamental e vitalíssimo" (CISP 110, 736), "o problema número um" (CISP 176), "o mais urgente e o mais difícil" (CISP 1028). A sua resposta se concretizou mediante uma tríplice intervenção:
1. Com a fundação do Instituto Rainha dos Apóstolos para as vocações, cujo escopo é ajudar os jovens no amadurecimento de sua vocação: "Para as vocaçãoes, Maria é Mestra e Rainha, pro sua própria especialíssima vocação. Suscitar grande número de almas apostólicas, dando-lhes Maria como condutora! Eis o ideal que está nos desígnios de Deus e que está de acordo com o Coração de Jesus Mestre" (HM VIII, 68-69).
2. Com a União primária "Oração, sofrimento e caridade por todas as vocações", sob a proteção de Maria Rainha dos Apóstolos.
3. Com a construção do Santuário da Rainha dos Apóstolos como centro de oração e de interesse pelas vocações.

Fonte: Catequese Paulina - fichas referentes ao conteúdo específico da formação paulina

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Conversando sobre Equipe Vocacional Paroquial

Antes de falar do que seja uma Equipe Vocacional é importante ter presente duas afirmações: “O dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade dos fiéis” (OT 2, PDV 41); a “Igreja, que por nata constituição é ‘vocação’, é geradora e educadora de vocações” (PDV 35). A preocupação, portanto, com as vocações é de responsabilidade de toda a comunidade cristã e, como já foi dito outras vezes, a Animação Vocacional é uma dimensão da pastoral diocesana. Mas, você deve concordar que quando um trabalho é de todos acaba não sendo de ninguém; é sempre necessária a presença de alguém que torne presente e viva a necessidade de se fazer isso ou aquilo. Também na questão vocacional não é diferente, ser animador(a) vocacional não é uma “obra do acaso”, é vocação! Portanto, alguns cristãos dentro da comunidade eclesial, sentem-se chamados(as), vocacionados(as), a serem voz do Deus que chama para ocuparem-se das vocações. Estes são os animadores(as) vocacionais, pessoas “chamadas para chamar”.
Se desejamos dar uma definição poderíamos dizer que a Equipe Vocacional Paroquial é composta por um grupo de cristãos que trabalham espiritual, formativa e materialmente por todas as vocações na comunidade eclesial.Em uma Equipe Vocacional Paroquial (EVP) todos devem estar conscientes e ter clareza da motivação pela qual estão juntos: o amor e o trabalho pelas vocações. A clareza e a consciência são importantes, mas não bastam. Muitas vezes, encontramos animadores(as) vocacionais que fazem de tudo na comunidade eclesial menos animação vocacional. É necessário que o grupo tenha prazer não só em trabalhar junto, mas também em estar junto partilhando experiências, amizade, esperanças, sofrimentos, enfim, serem companheiros de estrada. Para isso, é necessário e importante “gastar” tempo com momentos e atividades que ajudem e facilitem a integração das pessoas com momentos de oração, visitas, celebrações de datas importantes para as pessoas, retiros, lazer e partilha de vida. Uma ressalva se faz muito importante: se paramos o processo de constituição e formação da equipe na dimensão antropológica, teremos um belo e ardoroso grupo para qualquer instância da sociedade, mas o objetivo é formar uma equipe consciente de pertencer a uma comunidade eclesial, por isso, o que qualificará este grupo virá exatamente da palavra cristão. Isso significa ter pessoas conscientes de sua vocação batismal, de serem discípulos-missionários de Jesus Cristo e pertencentes a uma comunidade eclesial.
Você pode perguntar: “onde fica o amor e a consciência de ser chamado para trabalhar pelas vocações?”. Sua pergunta tem fundamento, porém, não devemos esquecer que o amor por algo ou alguém, muitas vezes, esta latente e pode ser despertado. Sendo assim, será o processo de formação e trabalho na equipe que irá despertando esse desejo e amor pela causa vocacional a ponto da pessoa “vestir a camisa da animação vocacional”. O importante é sempre chamar, outra regra de ouro da PV/SAV.
Outro elemento de nossa definição do que seja EVP é a consciência de pertença a uma Igreja local, ou seja, de comunhão com as demais estâncias evangelizadoras da paróquia como também da diocese. A EVP auxilia na organização e amadurecimento vocacional de toda a Igreja. Segundo pe. Valnei essa “Igreja deve ser sempre vista em seu caráter de totalidade, como um todo presente no mundo e não algo restrito ao território da paróquia em que habitamos. Sendo assim, não é possível pensar uma EVP fechada no espaço físico de sua paróquia, mas sim uma equipe aberta, que se relaciona com as demais paróquias, trocando experiência com as demais equipes vocacionais ou auxiliando na estruturação do serviço vocacional nas paróquias onde não existe esse apostolado. Isso acontece principalmente onde há uma Equipe Vocacional Diocesana organizada”.
Composição da equipe
- sendo o pároco o primeiro responsável pela existência da EVP, isso irá requerer dele formação na área vocacional e a indicação de uma pessoa nomeada como animador vocacional que o auxilie na formação desta equipe. Mas, alguém que tenha, de preferência, “espírito de liderança, capacitado ou aberto à capacitação para o trabalho de animação vocacional, reconhecido oficialmente na comunidade para iniciar a estruturação de uma equipe vocacional”;
- na medida do possível a equipe seja compostas por pessoas de diferentes opções vocacionais (casais, jovens, religiosas, solteiras, diáconos permanentes) e atuação pastoral (apostolado da oração, RCC, pastorais sociais, família, juventude, crisma, batismo, etc). A presença de pessoas que atuam em outras pastorais facilita o trabalho de integração do SAV, principalmente com as pastorais afins (jovens, catequese, família e crisma);
- também pode ser membro da equipe alguém que ainda não tenha nenhuma atuação pastoral, em geral são pessoas que têm mais disponibilidade e tempo;
- o número de membros pode variar dependendo da realidade da paróquia, às vezes, pode exigir a criação de uma equipe central pequena que anima, articula e coordena pequenas equipes vocacionais presentes nas comunidades ligadas a paróquia.
Organização interna
- que haja um tempo prévio de formação vocacional aos membros da equipe, de forma que estes possam ter o mínimo de clareza de sua função na equipe e na comunidade eclesial;
- seja criada uma pequena organização interna com a escolha de um coordenador, secretário e tesoureiro;
- é importante que a equipe tenha e mantenha atualizado seu livro ata. O livro ata ajuda manter viva a caminhada percorrida, podendo assim evitar atropelos como o contínuo recomeçar como se nada tivesse sido feito anteriormente;
- escolher um representante da equipe no Conselho de Pastoral Paroquial e outro para a Equipe Vocacional Diocesana, não sendo possível duas pessoas que seja a mesma pessoa, o importante é ser representado- planejar e programar as atividades que serão desenvolvidas ao longo do ano, como também os momentos de avaliação que podem ser anuais ou semestrais;
- planejar as reuniões, formações e retiro da equipe;
- montar um calendário com: os aniversários de vida ou casamento dos membros da equipe; aniversário de ordenação do pároco ou profissão de alguma religiosa que atua na comunidade eclesial. Estes são momentos vocacionais importantes na vida das pessoas e uma equipe vocacional deve recordar e rezar por eles.
Alguns critérios
Antes de apresentar alguns critérios gostaria de transcrever um alerta importante que o pe. Valnei Pamponet nos faz: “Se a composição da EVP não levar em conta certos critérios básicos, se correrá o risco de formar uma equipe vocacional contraditória, que muitas vezes se propõe fazer um serviço sem possuir maturidade suficiente para realizá-lo. Ter critérios na seleção de membros é um meio de organizar bem uma equipe e ao mesmo tempo evitar uma série de problemas para a Igreja. [...] O que indicamos como critério não é algo absoluto, mas são antes de tudo propostas [...] não pretendemos falar de critérios infalíveis e indispensáveis, mas apresentamos propostas que deverão ser avaliadas pela comunidade e comprovada sua aplicabilidade. Essa abertura para se verificar as possibilidades concretas da comunidade, no entanto, não pode ser pretexto para organizar uma equipe de qualquer forma com qualquer pessoa. Entre a não-existência de uma equipe e a existência de uma EVP desastrosa, a primeira opção muitas vezes é mais aceitável”.
- personalidade: adulto que aprende com a vida a lidar a com seus erros e fracassos;
- vida e prática de fé: é necessária adesão a Deus por meio do seguimento a Jesus Cristo, ou seja, ter feito a experiência do encontro pessoal com Ele;
- cultivo da espiritualidade: Jesus é o centro de seu ser e agir;
- consciência de ser mediador, um “instrumento” nas mãos de Deus: busca ser como Maria entregue nas mãos de Deus;• Amor a Igreja e ao povo: amar significa, muitas vezes, ter a coragem de ser crítico;
- coerência: acredita e ama sua vocação e as vocações;
- pessoa com capacidade de escuta e diálogo;
- comunicador: envia mensagens claras e objetivas;
- disponibilidade: a PV/SAV requer tempo para as atividades, na medida do possível que não seja uma pessoa já bastante comprometida na comunidade cristã.
Ir. Clotilde Prates de Azevedo, ap

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Servir a Igreja


"O problema do futuro é o problema de todo jovem, ainda que não seja bem examinado e considerado, no fundo consitui a preocupação de toda alma. é por isso uma bela caridade ajudar os jovens a se indagarem: "E tu, que farás?".

É preciso fazer os jovens compreenderem que, se é importante saber escolher e advinhar bem a própria carreira, a própria profissão, é muito mais importante a escolha do próprio estado. Orar e iluminr as almas para a solução desse problema fundamental é grande coisa, é uma especial bondade, é meritória caridade. Trabalhar pelas vocações significa servir a Igreja... Há no mundo pessoas que se consomem pela solução de muitos e variados problemas, que se ocupam da educação, das questões sociais, das questões internacionais, do cuidado dos corpos. Mas, quem pensará nas almas, quem se ocupará da única coisa verdadeiramente necessária: a salvação eterna, a não sr os apóstolos, as apóstolas, pessoas que conheceram e saborearam o quanto seja doce e suave servir ao Senhor? [...]

O problema vocacional é o principal problema de todo homem, é o problema mais atual e urgente da Igreja. É importante orar, deste dever ninguém é dispensado, porque é infelizmente verdadeiro, e dolorosamente sempre mais verdadeiro, que a 'messe é grand, mas os operários são poucos'. E urge orar ao Pai da messe que envie bons operários para a messe. Não somente orar com as mãos postas, mas orar com a atividade, cooperando positivamente na procura e na escolha de boas vocações. Recebereis, em tempo oportuno, um grande prêmio do Senhor, beneficiareis a Igreja e a sociedade".

pe. Tiago Alberione às Apostolinas, 21/11/1957

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Celebrando a Vocação Familiar

Preparando o ambiente: aliança, desenho de dois corações, quadro da Sagrada Família e da Santíssima Trindade.

Mantra: Onde reina o amor, fraterno amor, onde reina o amor, Deus aí está.

Abertura
- Vem ó Deus da vida, vem nos ajudar
Vem não demores mais, vem nos libertar
- Para quem caminha ele reservou
O mel que sai da rocha o trigo em flor
- Toda humanidade o Senhor chamou
À festa do seu Reino ele nos convocou
- Seu amor por nós, firme para sempre
Sua fidelidade, dura eternamente
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito
Glória a Trindade Santa, glória ao Deus bendito
- Aleluia irmãos, aleluia irmãs
Povo de sacerdotes a Deus louvação

Recordação da vida - motivar as famílias a trazer presentes suas esperanças e caminhada de vida

Hino - Oração pela família

Salmo 133 (132) - Ofício Divino das Comunidades, p. 176.

Leitura Bíblica Jo 4,1-30

Fato da vida: Era missa de bodas de prata, a igreja estava repleta de fiéis. O casal festejado vai entrando, o marido empurrando uma cadeira onde se encontra sua esposa paralítica. Muitos se entreolharam espantados... No final da missa, o padre cumprimenta-os com alegria e diz ao marido: - A quanto tempo sua esposa caminha em cadeira de rodas? - Há vinte e cinco anos senhor padre. o padre perguntou perplexo: - Mas o senhor não se casou a vinte e cinco anos?O homem respondeu: - Exatamente! E nesta mesma igreja dissemos nosso sim, para toda a vida. Durante o almoço de casamento minha esposa teve um choque, ficando paralisada. O padre continuava olhando para um e para o outro, visivelmente admirado. O marido continuou:- Nestes vinte e cinco anos, fomos muito felizes com nossos filhos. Se eu não tivesse casado com ela naquela ocasião, eu o faria, hoje.

Falando de nós: O que esse fato diz para as famílias, hoje?

Preces
Como famílias bem unidas no amor, elevemos a Deus nossas súplicas; a cada invocação rezamos: Deus de amor, escutai-nos.
- Para que a Igreja seja sempre mais comunidade de amor e concórdia, rezemos...
- Para que construamos uma sociedade onde Deus ocupe lugar principal, rezemos...
- Para que nossas famílias sejam lugares privilegiados de encontro com Deus e com o próximo, rezemos...

Consagração da família à Nossa Senhora: Ó minha Senhora e também minha mãe, eu me ofereço, inteiramente, todo a vós. E em prova de minha devoção eu, hoje, vos dou meu coração. Consagro a vós meus olhos, meus ouvidos, minha boca, tudo que sou desejo que a vós pertença. Incomparável mãe, guarda minha família, defende-a como proteção e propriedade vossa. Amém.

Refrão: Abençoa Senhor, as famílias amém, abençoa Senhor, a minha também!

Pai Nosso

Oração
Ó Deus, fonte de comunhão, olhai o vosso povo aqui reunido e dignai-vos abençoar vossas famílias, a fim de que sejamos fiéis á vocação que recebemos, por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Bênção e despedida
Celebração elaborada pela paróquia de Riachão-MA

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Oração do Coroinha

Jesus, estamos aqui nos valendo
de sua permissão “deixai vir a mim as crianças”.
Desperta em nós um carinho
e um respeito cada vez maior pela liturgia de sua Igreja.
Que possamos através de nosso serviço
despertar nas pessoas o amor
que tu mereces na sagrada eucaristia.
Alimenta-nos com tua palavra
para que possamos ajudá-lo
a transformar nossa sociedade,
e assim, seguindo seus ensinamentos,
celebrarmos dignamente
os mistérios da salvação
que deixastes para nós. Amém!

domingo, 21 de novembro de 2010

Os mandamentos do Casal

1) Os dois nunca devem irritar-se ao mesmo tempo. Isto significa evitar a explosão, quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária.

2) Nunca gritar com o outro, a não ser que a casa esteja em chamas. Quem tem bons argumentos não precisa gritar, quanto mais alguém grita menos é ouvido.

3) Se alguém deve ganhar a discussão, deixe que seja o outro. Perder uma discussão ode ser ato de inteligência, amor e amadurecimento.

4) Se for inevitável criticar, faça-o com amor. A outra parte precisa entender que aquilo que foi dito tem o objetivo de somar e não de dividir.

5) Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado. A pessoa é sempre maior que os erros. Ninguém gosta de ser caracterizado pelos seus erros.

6) Seja displicente com qualquer pessoa, menos com seu companheiro(a). Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, a felicidade nasce de pequenas coisas.

7) Nunca vá dormir sem ter chegado a um acordo. Se isto não acontecer, amanhã o problema poder ser pior.

8) Pelo menos uma vez ao dia, diga ao outro uma palavra de agrado. Muitos têm reservas enormes de ternura, não esqueça de dizer isso em voz alta.

9) Cometendo um erro, prepare-se para admiti-lo e pedir desculpas. Admitir um erro não é humilhação, a pessoa que admite o erro demonstra ser honesta.

10) Quando um não quer, dois não brigam. É a sabedoria popular que ensina isto. Mas esta mesma sabedoria lembra que dois bicudos não se beijam. Alguém tem de tomar a iniciativa, iniciar o gesto de maturidade e amor.
Autor: desconhecido