sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Aconteceu nos dias 06 e 07 de novembro de 2010 o Encontro Diocesano de Animadores Vocacionais. Contamos com a presença de 78 Animadores provenientes das mais diversas paróquias de nossa Diocese de Apucarana. Foi um momento propício para o repasse do conteúdo do 3º Congresso Vocacional do Brasil. Além disso, tivemos a oportunidade de trabalhar com oficinas (SAV e Catequese, SAV e Dinâmica, SAV e Juventudes, SAV e Comunicação, SAV e Itinerário Vocacional), onde os Animadores interagiram e construíram uma realidade de convivência e formação humana. Planejamos o ano de 2011 e vimos que nosso empenho, disponibilidade e criatividade serão fundamentais para o pleno êxito de nossas atividades. Agradecemos a presença de cada um(a) que ajudou na vivência e realização deste momento belíssimo.
pe. Valdecir Ferreira - coordenador do SAV

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Advento com Jesus

Advento é o tempo que compreende as quatro semanas que preparam o Natal. Tempo em que tudo converge para Jesus. Ele é o centro das atenções. Sua vinda e sua vida marcaram a arte, a religião, a cultura, o calendário. Papei Noel e o consumismo escondem Jesus. Aonde não chega a mensagem de Jesus, ali há desumanidade, vazio, desencanto, apatia.
O Advento nos chama a um encontro e encantamento por Jesus Cristo e quer despertar em nós o “desejo de ver Jesus”. Seu rosto está nos evangelhos e mais abandonados, nos últimos. Ter olhos fixos em Jesus eis a nossa meta. Ele é a melhor notícia, o melhor que temos na Igreja e o melhor que podemos oferecer à sociedade moderna. Que aconteça neste advento maior afinidade, sintonia, simpatia e amizade com Jesus. Ele torna a vida bela, livre, grande.
O cristianismo não começa com uma grande idéia, nem com uma ética exigente, mas, com um encontro com Jesus Cristo, uma experiência de arrebatamento. Foi assim que aconteceu com Pedro, João, Paulo, Francisco, Agostinho e uma multidão de pessoas transformadas. Ninguém teve um poder tão grande sobre os corações humanos como Jesus de Nazaré, Filho de Deus, galileu fascinante, benfeitor da humanidade, colocado na estrebaria e executado na cruz. Isso tudo deve mexer conosco.
O Advento é um tempo em que sobressai a espiritualidade e a vida interior através das confissões, da novena de Natal, da confecção do presépio, da esperança pregada pelo profeta Isaias, da conversão exigida por João Batista e da fé testemunhada por Maria. Oração, esperança, conversão, fé são endereço e marca registrada do Advento.
Jesus não é um rebelde, um anarquista, um louco, um possesso como muitos o taxaram. Ele é o Advento de um homem que inquieta as consciências, provoca encontros. Na escola de Jesus aprendemos que só há uma obrigação: a de amar. Ele é nossa esperança e luz.
Jesus é profeta e místico porque é divino e humano. É profeta e poeta porque tem coragem e compaixão. É um personagem de mil faces dizem os artistas. Ele é Deus que se fez carne. Sua luz irradia sobre toda a história da humanidade. O tempo do Advento nos faz voltar a Jesus, reencontrá-lo e tudo recomeçar a partir dele. Precisamos de um renovado contato co sua pessoa. Isso nos leva a confessar: “Deus existe e parece-se com Jesus” (J. Pagola). O Advento pede uma “conversão da Igreja” a Jesus, dando centralidade ao evangelho que ensina a alegria de viver, a compaixão com os últimos, o esforço em favor da justiça.
Nossa esperança e luz está naquele que passou fazendo o bem, Jesus de Nazaré. Ele curou enfermos, elevou os marginalizados, promoveu a mulher, a criança, o pobre, o estrangeiro. “Todos sois irmãos”, ensinou ele, porque seu Pai é pai de todos. O mundo é uma grande família onde os inimigos são perdoados, os pobres acolhidos, os pecadores absolvidos. Jesus de Nazaré despertou esperanças, abriu novos horizontes, inflamou os corações com o fogo do Espírito e a espada da Palavra.
Podemos fazer a Jesus belos presentes de Natal como: transformar as novenas em grupos de reflexão, convidar nossos filhos a montar o presépio em nossas casas; realizar um gesto familiar em favor de pessoas pobres, sofridas, abandonadas; ter iniciativa de perdoar alguém que nos ofendeu; entrar em contato com as Sagradas Escrituras. Estes e outros presentes agradarão a Jesus e serão a alegria mais intensa deste Natal.
Dom Orlando Brandes - Arcebispo de Londrina
Folha de Londrina, 27 de novembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Instituto Santa Família tem novos membros

No dia 11 de dezembro aconteceu no seminário da Cidade Paulina - SP, a profissão dos conselhos evangélicos no Instituto Santa Família do casal Maria Lucia Barbosa Burin e Eduardo Meléga Burin. Com a presença da filha e dos dois filhos, amigos e membros da Família Paulina o casal deu seu sim a Deus, no Instituto Paulino suscitado na Igreja pelo Bem-Aventurado Tiago Alberione.
Saiba mais



"Rorate Caeli" é um tradicional canto do tempo de Advento, tendo o seu refrão sido inspirado no texto do profeta Isaías 45. Assim, louvando a Tradição da Igreja, que nos traz este belíssimo canto na espera do Salvador, trazemos abaixo a sua tradução:

Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo

Não vos irriteis, Senhor, e não recordeis nossas iniqüidades.
Eis que sua Cidade Santa foi feita um deserto:
Sião um deserto tounou-se, Jerusalém está desolada;
a casa de Sua santificação e de Sua glória, onde Vos louvaram nossos pais.

Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo

Pecamos, e estamos vivendo como imundos,
caímos nas profundezas, como uma folha morta no universo
e nossas iniqüidades nos arrastam como um vento forte:
escondeste Vossa face de nós e nos aquebrantastes com o peso de nossa própria iniqüidade.

Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo

Vede, Senhor, a aflição de seu povo,
e mandai rapidamente Aquele que está para vir:
enviai diante de nós o Cordeiro, Senhor de toda a Terra, da Rocha do deserto aos Montes das filhas de Sião,
e retirai o severo jugo de nossa sujeição.

Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo

Consolai-vos, Consolai-vos, Ó Meu povo, pois que vem tua Salvação.
Por que estais se consumindo em aflição, por que vos renovais em sua dor?
Eu salvar-te-ei, não tenhais medo: Eu Sou o Senhor teu Deus,
o Santo de Israel, o teu Redentor.

Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo

Tradução: Carlos Eduardo Maculan e Izabel Ribeiro Filippi
Fonte: www.sociedadecatolica.com.br

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O que serei amanhã?

O mundo se agita em guerras e apavorado pela ameaça nuclear. Dois terços da humanidade padece fome. O continente latino-americano se debate, tentando se libertar das garras de países ricos e de multinacionais. E no Brasil milhões vegetam na miséria extrema.
Nesse momento histórico de tanta pobreza que castiga nações inteiras de famintos e oprimidos, sente-se no ar o clamor surdo de gente sem vez nem voz: "Somos um povo que quer viver! Queremos alimento, moradia e paz, justiça e liberdade!"
Esse apelo faz reviver um fato evangélico, simples e profundamente significativo. Aconteceu no pequeno mas perigoso mar da Galiléia, há quase dois mil anos.
As águas estão calmas. De repetne, nuvens carregadas escurecem o céu. Num barco, os pescaores se apavoram com as ondas que se erguem furiosas, sobre o vento que sopra violento. Na proa, um deles dorme tranquilo. É Jesus de Nazaré. Com os gritos, ele acorda, ergue-se, e também grita, mas ao vento e ao mar: "Calma!" Imediatamente o sol brilha de novo, as ondas se tornam espelho, e o barco chega à margem. Então ele diz: "Deixem tudo. Venham comigo. A pescaria daqui para a frente será bem outra. Há muita gente esperando por nós. Também os campos de trigo estão maduros para a colheita. O mar está cheio de peixes. E os que querem trabalhar são poucos" (cf. Mt 4,18-22).
Mais tarde, muitas caminhadas e travessias já feitas, ele dizia aos que tiveram a generosidade e coragem para o seguir: "Não foram vocês que me escolheram. Fui eu que chamei vocês para irem pelo mundo plantar, colher e pescar. E os frutos e peixes não se estragarão. Assim todos vão acreditar quem eu esou. E crendo poderão ter vida sempre melhor".
Assim falou "aquele que ensina". Quando estava para morrer, ele ainda repetia na última ceia, o que muitas vezes havia lembrado. "Eu que sou o Mestre e Senhor, eu vim para dar a minha vida como garantia de libertação para todos. Eu vim para servir. Então vocês, também precisam estar sempre a serviço uns dos outros, até mesmo para dar a vida, se for necessário" (Jo 13,14).
Aliás, servir não diminui ninguém. Só faz exaltar, quando alguém sente a alegria de colocar a própria vida em favor dos amigos. Afinal, ele continuou: "Todos vocês são irmãos. E eu lhes digo mais: vocês são meus amigos, porque estão me acompanhando também nas tempestades e tribulações. E vocês sabem que não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos" (Mt 23,8).
Conhecendo os vários serviços ou ministérios que se podem prestar ao povo, e sabendo que o serviço é um gesto de amor aos amigos, cada cristão escolherá livremente a sua maneira de servir. Saberá assim responder e corresponder fielmente ao chamado de Deus. Chamado que também se diz VOCAÇÃO.
Vocação para servir. Para um "ministério". Como lembram os bispos do Brasil: "Quem foi escolhido ou chamado, recebe um encargo ou missão" (Catequese renovada, 66).
Surge imeiata a interrogação de toda criança e adolescente ou jovem: "O que serei amanhã?"
Aos poucos, o questionamento vai crescendo: Fui chamado para fazer o quê? Onde? Com quem? De que modo? Com que meios?
Qual o rumo que Jesus de Nazaré me aponta? Ele me atrai de maneira irresistível. E eu, que serviço poderei prestar aos meus irmãos, aos meus amigos? e também aos inimigos, para que se tornem amigos e irmãos?
O mundo precisa mudar. E eu vou ajudá-lo a cantar a sinfonia da nova humanidade: vozes unidas na fé em Deus na esperança de viver vida de gente, no amor que reconstrói o Reino de Deus entre os homens, tornandos novamente irmãos.
pe. José Dias Goulart - extraído do livro: Os caminhos da vocação para servir ed. Paulus

domingo, 12 de dezembro de 2010

Virgem de Guadalupe

Uma pessoa não totalmente atéia, mas profundamente contaminada pelo pensamento moderno, dizia-me que aquilo que não é provado cientificamente não existe. Mas — típica contradição da alma humana — não queria falar do Santo Sudário de Turim, pois as descobertas científicas sobre ele a abalavam; e se fosse obrigada a olhar o assunto de frente, teria de negar o valor da ciência ou... converter-se.
Vejamos o problema do ponto de vista desses amantes indiscriminados da ciência. Para eles, tudo aquilo que não se demonstra em laboratório entra para o domínio da fantasia. Ciências, com C maiúsculo, são para eles a Física, a Química, a Biologia, etc. Já a História lhes parece suspeita, pois é irrepetível e muito subjetiva, ao depender de testemunhas. Muito mais ainda se for história eclesiástica, e o auge do suspeito lhes parecem as histórias dos milagres. São como o Apóstolo São Tomé, que precisou ver para crer. Para esse tipo de almas incrédulas, que havia até entre os Apóstolos, Nosso Senhor realiza certo tipo de milagres, de forma que não possam alegar a falta de provas. E uma dessas provas é a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, no México.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O sapateiro

Numa pequena aldeia situada no alto das montanhas, vivia um sapateiro. Era véspera de Natal quando algo totalmente fora do comum lhe sucedeu. Teria sonhado ou realmente aconteceu... Enquanto o sapateiro dizia suas orações matinais, ouviu um estranho lhe falando: "Pedro, vim dizer-lhe que Deus está satisfeito com você. O Senhor Jesus vai vistá-lo hoje em sua loja".
O sapateiro não se conteve de felicidade. Espanou, limpou e varreu a loja. Mesmo levando uma vida modesta, preparou um guisado para ter o que oferecer ao seu visitante. Então vestiu suas melhores roupas e saiu para o trabalho, o coração batendo forte pela expectativa. Uma mulher de má reputação entrou na loja. Pedro a cumprimentou de modo afável, mas a idéia do Senhor Jesus chegar e contrá-la ali deixou-o ansioso. Procurou esconder a ansiedae e conversou educadamente, até que a mulher se preparou para partir.
Novamente só e aguardando seu Senhor, começou a imaginar como se sentiria encontrando-o frente a frente. "Como será que ele é..." Perdido em seus pensamentos, não percebeu que estavam a porta uma mãe acompanhada de sua filhinha: "Bom dia Pedro".
Ele levantou os olhos: "Você me assustou. Por um momento, pensei que fosse outra pessoa. Por favor entre. É ótimo vê-la". Pedro reparou na palidez e magreza da criança. Naquele ano, a comida escasseara na aldeia. "Venha cá menina, sente-se. Você quer uma maça... Ela lhe fará muito mais bem a você doque a mim".
A garota voltou-se excitada para a mãe. "Veja, uma maça" e seus olhos brilharam de uma maneira que denunciava fome. Quando elas sairam da loja, a garota carregava debaixo do braço um novo par de sapatos, presente de Natal.
Voltaram felizes para casa, deixando o sapateiro sozinho e pensativo, esperando seu Senhor. Ele murmurava para si mesmo enquanto trabalhava: "Será possível que o Senhor virá a minha casa hoje".
Durante todo o dia, várias pessoas passaram por sua loja. Finalmente, um bêbado entrou cambaleando aos gritos e gargalhadas. "Pedro, me dê uma vodca, andei bebendo tanto vinho que já perdi o gosto por ele. Agora quero vodca".
"Venha sente-se, meu amigo. Não tenho vodca, mas o que tenho vou dividir com você. Posso ofercer-lhe água potável e um prato que preparei hoje apra um convidado muito especial. Sente-se e coma comigo".
Pedro e o bêbado fizeram a refeição juntos. Gostavam da companhia um do outro, cada um à sua maneira. Quando o bêbado partiu, ele se sentia confortado e capaz de enfrentar os problemas da vida com mais coragem.
O tempo passou. O crepúsculo cedeu lugar à escuridão, e por fim era meia-noite. Ninguém mais veio visitar a loja do sapateiro. Seu entusiasmo foi por água abaixo. Ele se sentia traído e decepcionado. Jesus não tinha vindo. E agora era hora de dormir. Ele se ajoelhou para fazer suas orações noturnas. "Senhor, por que o Senhor não veio hoje... Passei o dia inteiro ansioso esperando pelo Senhor". Então ouviu uma voz que lhe sussurava: "Pedro, vim à sua casa não só uma vez, mas várias vezes ao longo do dia".
Aquela noite, Pedro foi dormir com o coração cheio de alegria e paz.