domingo, 12 de junho de 2011

Oração Ecumênica a Maria

Salve Maria, Nossa Mãe, Mestra e Rainha!
Escutai com bondade a súplica que vos apresentamos, conforme o desejo de Jesus: “Pedi ao Senhor da Messe que envie operários para sua messe”. Olhai com misericórdia para todos os homens que vivem no mundo! Muitos se acham perdidos nas trevas, sem Pai, sem Pastor, sem Mestre.
Recebestes de Deus a missão de lhes dar Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Voltando-se para vós, possam eles encontrar o caminho para Cristo!
Ó Maria, por vós, todos os cristãos trabalhem, com todas as energias, por todas as vocações, para todos os serviços de evangelização!
Por vós, todos os que crêem trabalhem em favor dos que não crêem!
Todos os que sabem amar, por todos os indiferentes!
Todos os que vivem na unidade da Igreja, por todos os que estão dispersos!
Por vós, todos os chamados sejam fiéis, todos os ministros sejam santos!
E que todos os homens os recebam!
Ao pé da cruz, vosso coração dilatou-se para acolher a todos, como filhos.
Dai-nos um coração cheio de amor e dedicação apostólica, semelhante ao vosso coração e ao de Jesus. Assim, estaremos todos um dia convosco, na glória do Pai.
Abençoai-nos, ó Maria, nossa Mãe, Mestra e Rainha! Amém.

pe. Tiago Alberione

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Festa de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos

A manhã da vigília de Pentecostes tem um "sabor" especial para as Apostolinas e demais congregações que fazem parte da família fundada pelo bem aventurado pe. Tiago Alberione, a Família Paulina.
O "sabor" especial desta manhã é dado pela celebração da Festa de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.
Para pe. Tiago Alberione Maria "é a Apóstola, a Rainha dos Apóstolos. O modelo de todo apostolado, a inspiradora de todas as virtudes apostólicas. (Por isso) Entoem-lhe cânticos o céu e a terra! E por ela, com ela e nela se eleve a Santíssima Trindade todo louvor".
Que a exemplo de Maria deixemo-nos fecundar pelo Espírito Santo para que o Cristo Mestre seja gerado em nós para que em nossa vida e ação apostólica possamos ser sinal de sua presença.

Jovens de classe média adotam a preguiça como profissão


Andréa M., 22, formada em gastronomia, revela sua receita predileta: levar a vida em banho-maria. "Em plena quarta-feira, fui à praia com uma amiga. Se eu estivesse trabalhando, isso não seria possível", diz. Qualidades não faltam a Andréa. Além do talento na cozinha, fala espanhol fluente.
Mas, no currículo, há somente quatro experiências que não somam mais do que seis meses de trabalho. Ela conta que, para espantar a monotonia, sai três ou quatro vezes por semana. Seu roteiro inclui bares e baladas na Vila Madalena.
Andréa admite que os seus pais não concordam muito com sua situação atual. "Vivem me dizendo para ir trabalhar. Mas agora, no inverno, prefiro é ficar embaixo das cobertas."
Andréa está entre os 3,4 milhões de brasileiros com menos de 24 anos que não estão nas salas de aula e nem atuando no mercado formal de trabalho. O número é um estudo recente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas). A maioria desses jovens, porém, não está longe do mercado de trabalho por preguiça. Há todo tipo de razão: rapazes fora do mercado por causa do serviço militar, jovens mães, portadores de deficiência física ou mental, dependentes químicos e, é claro, gente que procura emprego e não acha. Esses 3,4 milhões representam menos de 15% dos brasileiros entre 18 e 24 anos. É um valor bem menor do que os quase 50% de jovens desempregados na Espanha, por exemplo, onde surgiu a geração "ni-ni", de "ni estudian, ni trabajan".
Andréa, porém, está confortável com a sua situação de "ni-ni", ao contrário dos jovens espanhóis, que vão às ruas protestar. Ela não é, claro, a única jovem com boa formação que optou, com a anuência dos pais, pelo ócio como forma de vida.
CARLOS MINUANO - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Fonte folha UOL - Leia mais

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A estrela verde

Era uma vez em que havia milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, lilases, prateadas, douradas, vermelhas, azuis...
Um dia, elas procuraram o Senhor, o Deus do Universo, e disseram-lhe:
- Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra com os homens.
- Assim será feito - disse-lhes Deus -, conservarei vocês todas pequeninas como são vistas e podem descer à Terra.
- Conta-se que naquela noite houve uma linda chuva de estrelas. Umas desceram nas torres das igrejas, outras foram voar e brincar com os vaga-lumes no campo, outras se misturaram nos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passando algum tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar ao céu, deixando a Terra escura e triste.
- Por que voltaram? Perguntou Deus, à medida em que voltavam ao céu.
- Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria, muita desgraça, fome, violência, guerra maldade, doença...
E o Senhor lhes disse:
- Claro, o lugar de vocês é aqui no céu, a Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, do imperfeito, daquele que caiu, daquele que erra, daquele que morre...Aqui no céu é o lugar da perfeição, o lugar onde tudo é bom, onde tudo é eterno...
Depois que chegaram as estrelas me conferindo o seu número, Deus falou de novo:
- Mas está faltando uma estrela! Será que se perdeu no caminho?
Um anjo que estava perto retrucou:
- Não, Senhor! A estrela resolveu ficar entre os homens, ela descobriu que seu lugar é exatamente onde está a imperfeição, onde há limites, onde as coisas não vão bem...
- Mas que estrela é essa? - Voltou Deus a perguntar.
- Por coincidência, Senhor, era a única estrela desta cor.
- E qual era a cor desta estrela? - Insistiu Deus.
- É verde, Senhor! A estrela verde do sentimento da esperança.
E, quando olharam para a Terra, a estrela verde já não estava mais sozinha.
A Terra estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa, porque o único sentimento que o homem tem e Deus não tem é a Esperança. Deus já conhece o futuro e a esperança é própria da natureza humana, própria daquele que cai, daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que ainda não sabe qual é o seu futuro.

sábado, 4 de junho de 2011

O papel do Animador Vocacional



Somos sempre mediadores, a pessoa chamada é que vai descobrindo, vivenciando e assumindo o itinerário vocacional.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Leigo, onde está tua missão?

Em tempos de contínuas mudanças, intensifica-se a participação dos cristãos leigos e leigas na Igreja, tornando-se indispensável refletir sobre seu papel na ação evangelizadora. A expressão "leigo", está associada a alguém não qualificado, iletrado, da plebe, que não tem muito conhecimento sobre algo. Por exemplo: "fulano é leigo em história ou em medicina". Entretanto, na sua origem, a palavra pro´vem do grego laikós, que tem sua raiz em laós (povo), e que desencadeou no termo latino laicus, que significa multidão, massa, povo, referindo-se àquele que não está qualificado para "as coisas de Deus".
Em 313 d.C., pelo edito de Milão, Constantino decreta liberdade a todos os cultos e em 380, o cristianismo torna-se a religião do Império, com Teodósio. O termo laikós passou a designar os cristãos que ouviam e obedeciam às ordens dos ministros ordenados (clero), "dispensadores dos poderes temporais e espirituais". Agora temos dois grupos: o clero como hierarquia, que se considera "a Igreja", e os leigos, que se tornam sinônimo daqueles que não sabiam o latim (língua oficial da Igreja), visto como pouco cultos, considerados incapazes de entender a Bíblia, livro para especialistas.
A partir daí a missão, a doutrina e a organização da Igreja ficou nas mãos da hierarquia, aumentando a distância com relação aos leigos. No entanto, sempre apresentaram-se na Igreja movimentos proféticos, contestadores e, até, anticlericais, com o propósito de reformá-la, procurando voltar às origens (pobreza evangélica, comunidade, Palavra de Deus, laicato); este processo ajudou a desencadear o Concílio Vaticano II (1962-65).
Durante o período da colonização, (século 16) por influência de Portugal e Espanha, os leigos se organizaram em irmandades, associações, ordens seculares, confrarias, em torno a um santo de devoção e obras de caridade. A partir da Revolução Francesa e Industrial (séculos 18 e 19), com a secularização do mundo civil e das relações de trabalho, os movimentos leigos crescem dentro e fora da Igreja. Surgem vários movimentos espiritual-caritativo-missionários, tais como o Apostolado da Oração, a Legião de Maria, a Santa Infância. As questões internas da Igreja eram confiadas ao clero e as externas eram o espaço onde os leigos atuam. O leigo passa a ser visto como um membro da Igreja e que atua na sociedade civil.
Depois deste período, as questões sociais, a defesa dos direitos da Igreja, a busca da prática da caridade de do socorro aos necessitados, levou os leigos a se organizarem, sob a orientação da hierarquia, dando origem à Ação Católica, que com o tempo vai deixando de ser uma organização político-social para se tornar uma escola de formação dos leigos. O braço forte da Ação Católica no Brasil foram os "5J" da juventude católica: JAC (agrária), JEC (estudantil), JIC (independente), JOC (operária) e JUC (universitária).

O leigo após o Concílio
Uma das mudanças trazidas pelo Concílio Vaticano II foi a introdução do conceito bíblico "Povo de Deus". O Concílio recuperou o real sentido da missão do leigo na Igreja. A Constituição Dogmática Lumen Gentium (Luz dos Povos), descreve positivamente o leigo e a leiga, enfatizando o batismo e a participação na tríplice função de cristo, sacerdote, profeta e rei.
Com o enfraquecimento da Ação Católica no Brasil, o laicato perdeu seu espaço de comunhão e participação na Igreja (décadas de 1960-70). Por iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, surgiu, em 1976, o Conselho Nacional de Leigos - CNL. No documento 62 da CNBB (1999), Missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas, lemos: "os leigos podem participar do cuidado pastoral de uma comunidade, paróquia e diocese, e nos serviços de animação comunitárias, ministérios extraordinários da comunhão eucarística e assistência aos enfermos e idosos, nos ministérios do batismo, das exéquias e da Palavra, como testemunhas qualificads do matrimônio, nas missões Ad Gentes, na catequese e na educação da fé, além dos serviços pastorais que surjam da necessidade de pessoas e das comunidades". Nos últimos anos cresce o número de leigos e leigas que se juntam a congregações e ordens religiosas, para partilharem o carisma e dedicarem-se a um trabalho específico, exigindo uma mudança de mentalidade e de prática no exercício da missão. Foram chamados de oblatas, terceiros, fâmulos, associados, cooperadores, coirmãos, etc. Sobre as experiências foram usadas termos como: uniões, comunhões, famílias, fraternidades. No passado eram uma espécie de "associação" prevalecendo uma relação de paternidade ou mesmo de paternalismo, exercida pelos religiosos e titulares. Hoje o modelo continua, mas existem também novas modalidades de experiências com maior grau de igualdade respeitando a diversidade. A exortação apostólica Christifidelis laici, (1988) fruto de um sínodo sobre os leigos, nos ajuda a entender esse sentimento: "Na Igreja-Comunhão os estados de vida encontram-se de tal maneira interligados que são ordenados uns para os outros. Comum, direi mesmo único, é, sem dúvida, o seu significado profundo: o de constituir a modalidade segundo a qual se deve viver a igual dignidade cristã e a universal vocação à santidade na perfeição do amor. São modalidades, ao mesmo tempo, diferentes e complementares, de modo que cada uma delas tem uma sua fisionomia original e inconfundível e, simultaneamente, cada uma delas se relaciona com as outras e se põe a seu serviço (...) são modalidades diferentes que profundamente se unem no mistério de comunhão da Igreja e que dinamicamente se coordenam na sua missão única" (CfL 55).
De maneira geral os leigos e leigas têm uma participação ativa em quase todos os ministérios e pastorais da Igreja. Nas congregações de Vida Consagrada ou Institutos Religiosos o carisma não é de propriedade da Instituição. Sendo dinâmico, quando entra em contato com os leigos, suscita as mais diversas inspirações. A grosso modo, podemos destacar cinco casos concretos de participação: membros associados, ou seja, a adesão a um instituto por vínculos estáveis e aprovados; partilha temporária de vida, de contemplação e de dedicação apostólica; voluntariado e uma vocação que leva a uma opção por toda a vida.
Júlio César Caldeira - Seminarista do IMC, estudante de teologia na EDT, em São Paulo
Fonte: Revista do Laicato nº 01, Jan/Fev/Mar - 2011