segunda-feira, 14 de março de 2011

Reunião do Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM debate “provisões sociais do clero”

Com o objetivo de partilhar sobre a “Provisão Social do Clero”, representantes de 12 Conferências Episcopais da América Latina, convocados pelo Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM, estiveram reunidos em Lima, Peru, entre os dias 28 de fevereiro a 04 de março. Durante o encontro cada país representado pôde falar sobre as fortalezas e fragilidades no sistema de provisão social do clero de seus respectivos países.
O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, padre Reginaldo de Lima, participou representando o Brasil neste encontro. Ele apresentou um pouco da realidade vivida no país aos presentes.
“No Brasil desde 1991 é obrigatório o recolhimento do seguro social por todos os ministros religiosos, portanto os sacerdotes devem recolher, e aos poucos essa questão vai sendo solucionado no país. Atualmente, algumas dioceses recorrem as instituições internacionais para a sustentação dos seus sacerdotes em idade avançada ou enfermos”, destacou padre Reginaldo. Ele lembrou ainda que em algumas dioceses os padres já recolhem o INSS, mas em outras, nem todo sacerdote esta convencido do valor do recolhimento.
“Confiamos que nossos bispos ajudem os sacerdotes a tomarem consciência de que nenhum deles pode ficar sem recolher o INSS”, disse o padre Reginaldo.
Estiveram também presentes no encontro o representante da organização alemã, Adveniat, Christoph Huber e Michael Sommer, representante do Banco da Diocese de Essen (Alemanha), que foram acompanhar as reflexões e sugestões da Igreja da América Latina e Caribe para o autofinanciamento da previsão social do clero.
Fonte site da CNBB

sábado, 12 de março de 2011

Primeiro Domingo da Quaresma: as tentações

O relato das tentações, colocado pelos três sinóticos num momento crucial entre o batismo de Jesus e o começo de seu ministério público (Mt 4,11; Mc 1,12-15; Lc 4, 1-13), é uma página teológica admirável por sua densidade, apesar de sua roupagem literária que coloca à ênfase no maravilhoso e fantástico, mediante lugares e ambientes arcaicos e estranhos. O texto de Marcos é breve; equivale à introdução nos relatos de Mt e Lc, mais amplos, pois descrevem as três tentações em pormenores. É lógico que Jesus, depois de sua aparição pública na cena do batismo, medite e considere o compromisso de sua missão e que revele aos seus próprios discípulos e a todos os cristãos o nível profundo das decisões básicas.
As tentações de Jesus se situam num tempo e num lugar: ocorrem durante uma quarentena, imagem do tempo do êxodo de Israel e da vida humana, e no deserto, terra desolada e árida, sem segurança humana, morada de Satã; ambos mostram a solidão. A quarentena é um tempo de deserto no qual a fé e a conversão são colocados à prova. Jesus é um homem feito de carne como nós, situado no coração do mundo e da história, porém cheio do Espírito de Deus. Aparece muito mais como vencedor do que como tentado; a iniciativa é muito mais do Espírito do que do tentador.
A nudez do deserto nos situa entre a escravidão e a liberdade, com uma condição básica para escolher bem: ouvir a voz de Deus no silêncio de nossas vozes, perceber o Espírito no interior do nosso espírito e aceitar o amor de Cristo como manancial de nossos compromissos. É necessário chegar ao subsolo de nossos instintos ou impulsos para distinguir entre o chamado do Espírito e a insinuação diabólica.
Não há testemunhas da cena. As tentações transcorrem no núcleo fundamental da personalidade de Jesus. Trata-se da prova messiânica do Salvador, de sua vocação libertadora. Tanto os discípulos de Jesus como os escribas se perguntam qual é o espírito de Jesus. Mateus descreve uma luta entre o forte e o mais forte. Neste combate se ventila o mais genuíno do mistério de Deus, seu projeto de amor.
Cassiano Floristán - Catecumenato, história e pastoral da iniciação.
Vozes, 1995. p. 271.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Buscando a Deus no Carnaval

Entre os dias 05 a 08 de março, no Centro de Pastoral Santa Fé, em São Paulo, aconteceu o Retiro de Carnaval para Jovens. Esta proposta de Exercícios Espirituais são um modo de oração que ajuda a criar proximidade e intimidade com Deus, através do contato com as escrituras, com o outro e com a realidade, considerando a pessoa toda com sua realidade psicológica, social, política, familiar e eclesial. Por meio do método de oração de Santo Inácio de Loyola, os exercícios ajudam a pessoa a tomar consciência de si mesma, a encontrar Deus em sua história e seu chamado para o seguimento de Jesus Cristo. São organizados pelo Anchietanum em cinco etapas de forma a ajudar o exercitante a crescer de forma gradativa na descoberta do Amor de Deus em sua vida.
Ir. Luciana Conceição Oliveira, apostolina, teve a alegria de participar da equipe de organização e condução da primeira etapa. Esta etapa contou com a particição de 60 jovens provenientes de vários lugares de São Paulo. Segundo ir. Luciana "a experiência foi marcada pelo grande desejo que cada jovem trouxe ao retiro de encontrar-se com Deus".

quarta-feira, 9 de março de 2011

Um sim generoso a cada dia

A terça feira carnaval 07, foi marcada, para toda comunidade apostolina, por uma dupla alegria: o "SIM" generoso pronuciado por Ir. Lucivânia Conceição Oliveira em sua renovação dos votos religiosos e na oferta de sua vida pelas vocações; poder ter como presidente da celebração o neo-sacerdte paulino pe. José Carlos de Freitas Junior. Durante a celebração pe. José Carlos frisou a importância da missão apostolina na Igreja e a necessidade de, a cada dia, dar um novo sabor a este "sim".
Segundo Ir. Lucivânia agradecer é elevar uma prece ao Mestre Divino: "Pai Santo, mais uma vez, vós me consagraste para seguir-te mais de perto à espera de me oferecer para sempre ao vosso amor. Que as tuas graças sejam sempre constantes em minha vida, como estão sendo até agora, no momento em que renovo o meu compromisso contigo. Que estas graças possam alcançar o coração de tantos quanto desejam seguir-te por toda vida, dando um sim generoso a cada dia".

sábado, 5 de março de 2011

A arte e a evangelização na contemporaneidade.

Esta pequena reflexão permite um aprofundamento, ainda que superficial acerca do uso da Arte como instrumentos pedagógicos no esforço evangelizador no mundo contemporâneo.
A contemporaneidade diz respeito aos tempos atuais, dos últimos vinte anos, e pode-se considerar a marca desta época o fenômeno da globalização. Compreendida fundamentalmente como uma rede de informações à distância e de fluxo contínuo, tendo como suporte a tecnologia avançada da informação, que influencia a vida econômica, política e social, segundo uma ordem mundial.
A comunicação que interage nesse contexto é a linguagem da imagem verbal e não verbal. Decididamente a arte como em todos os tempos terá o seu papel decisivo dentro desse mundo globalizado com o desafio de evangelizar com eficiência e eficácia a nova sociedade neste século atual.
O Papa João Paulo II insiste e convoca todo o artista para desempenhar o seu papel dentro dessa nova realidade a qual somos chamados a dar uma resposta com responsabilidade ao mundo que vivemos:
― “Com esta Carta dirijo-me a vós, artistas do mundo inteiro, para vos confirmar a minha estima e contribuir para o restabelecimento duma cooperação mais profícua entre a arte e a Igreja. Convido-vos a descobrir a profundeza da dimensão espiritual e religiosa que sempre caracterizou a arte nas suas formas expressivas mais nobres. Nesta perspectiva, faço-vos um apelo a vós, artistas da palavra escrita e oral, do teatro e da música, das artes plásticas e das mais modernas tecnologias de comunicação. Este apelo dirige-o de modo especial a vós, artistas cristãos: a cada um queria recordar que a aliança que sempre vigorou entre Evangelho e arte, independentemente das exigências funcionais, implica o convite a penetrar, pela intuição criativa, no mistério de Deus encarnado e contemporaneamente no mistério do homem”. (Cf CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II AOS ARTISTAS 1999).
A arte é um excelente meio para evangelização atual, porque mais do que nunca a pessoa humana, seja criança, jovem ou adulto absorve com muito mais rapidez e solicitude a mensagem cristã por meio da arte. Principalmente as crianças e o jovens que estão sendo formados nessa nova cultura da linguagem sonora e visual, e hoje muito mais virtual.
DE FORMA DISCIPLINAR A ARTE DE REPRESENTAR.
Quero citar como exemplo a arte do teatro cuja a linguagem é muito mais próxima e contundente nos dias atuais, pois ela se relaciona direto com o público.

A inteireza da arte cênica no contexto da evangelização ou da educação como fator motivacional, de sensibilização por excelência, se torna um meio incontestável para o anúncio cristão dentro dessa realidade contemporânea . O teatro transcende a arte pelo fato de unir a palavra, imagem, som, dança com ação – emoção- reflexão direta. E também porque o teatro é considerado a arte mais completa, pois envolve todas as outras expressões artísticas; plástica, música dança, literária, enfim uma gama de expressividade cultural de arte.
Quando o teatro conjuga com o discipulado, a expressão tem o potencial de ajudar pessoas a vivenciar a experiências de Deus. É uma forma de arte que conecta as pessoas a uma experiência comum, uma experiência de encontro. Atrai-nos para relacionamentos interpessoais de maneira que nossa identidade possa ser desenvolvida, humanizada e divina.
Evangelizar com a arte é dar a matéria uma voz para que fale de Deus no hoje de nossa história contemporânea de forma decisiva, direta e profética. Levando a humanidade até Deus e Deus até a humanidade. E para concluirmos não nos esqueçamos que somos a primeira matéria viva como obra artística de Deus, a qual é chamada a serem imagem e semelhança dele inseridos no grande atelier chamado mundo.
Ir. Goretti,pddm

quinta-feira, 3 de março de 2011

Fazer uma escolha certa

Nascemos para ocupar um determinado lugar na história. Ninguém ocupa este nosso espaço. Isto em qualquer área de nossa vida.
Na caminhada vocacional podemos dizer que o caminho da perseverança se inicia com um pressuposto fundamental: fazer uma opção acertada.
Aqui então nos perguntamos: Como se dá na vida o processo de escolha? Como ter certeza que estamos certos?
Se olharmos a existência das pessoas vamos observando que somos diferentes, temos inclinações diversas. Então, um primeiro passo é verficar nossas inclinações.
Gradativamente vamos formando nossos interesses. No começo, parece que queremos abraçar o mundo, fazer tudo, isto é muito natural. No entanto, com o tempo, felizmente, percebemos que precisamos selecionar um pouco. Trata-se de um momento dificil, pois algo do qual gostamos é preciso ser deixado para trás, o caminhar dos vencedores é um processo muito pacífico e gradativo.
Para se chegar a uma conclusão levamos tempo, passamos por muitas experiências.
Tudo é um tempo de confronto. Sempre fica dentro de nós a pergunta: o que me impulsiona a fazer isto ou aquilo? Certa vez um jovem desabafou: "As escolhas que fazemos são para preencher algo dentro de nós. Somos insatisfeitos conosco mesmos".
Uma definição clara e transparente só virá com o tempo.
Uma opção precisa ser trabalhada sempre.
Cremos que quando uma decisão se encarnou na vida do jovem e nela este apostou sua vida, é sinal que ele fez uma opção definitiva. A opção ganha corpo e encontra definição. Assume um caminho onde os objetivos não mudam, mas estão sempre vivos.
Alguém poderia perguntar: como ter certeza de que estamos no caminho certo? Existem alguns sinais, entre eles, a alegria, o crescimento, a satisfação, a realização de si mesmo, desejo de viver cada vez mais.
pe. Mario Pizetta, ssp