sábado, 30 de abril de 2011

Pedi ao dono da messe

No 01 de maio, o papa Bento XVI terá a alegria de proclamar seu predecessor, João Paulo II, bem-aventurado. No dia 15 do mesmo mês, conhecido como domingo do Bom Pastor, celebraremos o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações que foi instituído pelo Papa Paulo VI em 1964. Talvez, alguns possam achar uma feliz coincidência celebrar este Dia tão próximo da beatificação do papa que mais nos deixou Mensagens sobre a importância da oração pelas vocações. Mas, como dizia D. Helder Câmara: “para o Pai não há acaso”. Talvez, este fato, seja um convite a nos tornamos mais abertos e sensíveis à Animação Vocacional em nossas comunidades eclesiais, principalmente a não deixar passar desapercebido a existência de um Dia onde, toda a Igreja é convidada a parar e rezar pelas vocações.

Em 1979 celebrava-se o 16º ano de instituição do domingo do Bom Pastor como Dia Mundial de Oração pelas Vocações e, João Paulo II, recém eleito papa, propunha aos féis do mundo inteiro um itinerário vocacional a ser seguido: “Me dirijo hoje [...] para transmitir a vocês e confiar algumas coisas que me estão no coração, como que três palavras de ordem: orar – chamar e responder”.

Com estas palavras João Paulo II dava o tom com o qual deve pulsar toda a Igreja, geradora e educadora das vocações, neste dia “cheio de esperança” que deve se converter num “testemunho público de fé e obediência à ordem do Senhor”. Por isso, é importante celebrá-lo em todos os lugares: catedrais, paróquias, comunidades, santuários, colégios e “nos locais onde se encontram pessoas que sofrem”, formando um grande centro de “irradiação espiritual”, como um “mosteiro invisível” que pede ao “dono da messe que envie operários para a sua messe” (Mt 9,38). Porque a “Igreja é dom de Deus para a salvação da humanidade. E as vocações para servir totalmente a mesma Igreja também são, portanto, um dom especial de Deus. Por isso, só a Ele o pedimos, porque somente Ele o pode conceder. E pedimos este dom (vocações) com o coração aberto para o mundo, olhando para o maior bem de todos os homens. Recordam, com certeza, que o Senhor Jesus nos convidava a orar pelas vocações precisamente porque o Seu coração misericordioso via os sofrimentos do mundo” (cf. Mt 9,36-38), afirmava ele em 1983.

Em sua mensagem no ano de 1984 o papa, João Paulo II, alertava sobre o risco contínuo de separar a oração pelas vocações da ação vocacional, como se fossem dois momentos ou realidades distintas: “sem dúvida que a insistência sobre a oração querida por Jesus não pode significar falta de ação e fuga das outras nossas responsabilidades. Pelo contrário! A vontade do Senhor é de que à oração, bem compreendida e vivida, estejam unidos o nosso operar e a nossa colaboração. [...] O Concílio Vaticano II recordou que a colaboração efetiva para o incremento das vocações é um dever de toda a comunidade cristã. Trata-se de uma ação convergente e diversificada. Portanto todos os batizados, cada um segundo a própria condição, devem, com a ajuda de Deus, empenhar-se a tornar eficaz a ação da Igreja num setor tão importante para a sua vida e para o seu futuro”. Pois, como afirmava, o papa, em 1988: “sem oração específica, habitual, insistente, confiante, não pode existir uma verdadeira pastoral das vocações”. Sendo assim, a primeira de todas as ações vocacionais é a oração que, por sua vez, se converte em atitudes concretas de animação vocacional por todas as vocações.

Ir. Clotilde P. de Azevedo, ap

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Simpósio sobre Novas Comunidades Católicas

O Instituto de Pastoral Vocacional (IPV), entre os dias 23 a 26 de junho, estará realizando o seu 18º Simpósio com o tema as Novas Comunidades Católicas. A assessoria ficará por conta da pesquisadora e professora da PUC-Campinas Brenda Caranza, e do pe. José Carlos Lima provincial dos padres Vocacionistas.

As inscrições podem ser feitas diretamente na sede do IPV , rua Comandante Ferreira Carneiro nº 99, Freguesia do Ó, São Paulo, fone 11.39315365, com Anna Paula ou pelo e-mail ipv@ipv.org.br.

Beatificação pe. Justino Russolilo fundador da Sociedade das Divinas Vocações

No próximo dia 7 de maio, na Itália, será beatificado o fundador da Sociedade das Divinas Vocações, pe. Justino Russolilo que nasceu em Pianura (Nápoles - Itália) a 18 de janeiro de 1891 e ai morreu a 2 de agosto de 1955.

O venerável pe. Justino foi chamado por Deus a conduzir as pessoas a "Divina União" e, preparou-se para este grande ministério, com um estudo profundo, com o exercício das virtudes e com a catequese. Foi ordenado sacerdote a 20 de setembro de 1913, e logo esforçou-se a fim de traduzir em atos o seu ideal vocacionista: a glória de Deus, por meio da santificação universal. Seu lema programático era: "Glória, Amor, Voluntas Dei In Universo Mundo", ou seja, que a Glória o Amor, a Vontade de Deus reinem no Universo e no Mundo.

Pe. Justino era muito estimado pelos seus contemporâneos por causa de sua, humildade, caridade e pelo incomparável ministério quotidiano da Palavra Divina, era procurado também pelos seus conselhos e por suas sábias diretivas.


Nos anos seguinte à sua ordenação, em 30/04/1914, deu início ao primeiro grupo dos “Padres Vocacionistas”, como são conhecidos os membros da Congregação.

Nomeado pároco de Pianura, a 5 de agosto de 1920, incrementou logo a vida da Congregação Masculina e a 1º de fevereiro de 1921, escolheu para a vida comum um grupo de jovens mulheres, primícias da congregação feminina, chamada "Irmãs das Divinas Vocações".

Em 1950 atendendo ao convite do bispo de Salvador, Bahia, os Vocacionistas abraçaram a primeira missão em terras estrangeiras. As missões vocacionistas continuaram crescendo e atualmente marcam presença também nos Estados Unidos, Argentina, Nigéria, nas Filipinas e na Índia.

Para maiores informações acesse o site www.vocacionista.org.br e, no endereço eletrônico oficial da beatificação www.beatificazionedongiustino.it, o internauta poderá acompanhar toda a celebração de Beatificação.

Sua Festa litúrgica será celebrada no dia 02 de agosto, e poderá ser invocado pelo nome de Beato Justino da Santíssima Trindade.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A vocação cristã como seguimento de Cristo

A vocação batismal é um chamado à santidade e essa é essencialmente seguimento de Jesus Cristo. O Espírito suscita no coração de cada batizado o desejo forte de caminhar com o Mestre. Sendo Jesus aquele que revela cada pessoa a si mesma, ajudando-a a descobrir a própria vocação (cf. GS 22), então é claro que a resposta ao chamado divino só se torna autêntica quando se faz seguimento de Cristo. O próprio Jesus, tantas vezes, evidenciou esta verdade. Mostrou que responder ao Pai que chama é segui-lo: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim. Se me conheceis, também conhecereis a meu Pai. Desde agora o conhecereis e o vistes" (Jo 14,6-7). Por isso, ao convocar os primeiros discípulos, tinha uma proposta muito clara: "Vinde em meu seguimento" (Mc 1,17). Podemos então dizer que é o seguimento de Jesus Cristo que faz da Igreja uma comunidade de pessoas chamadas, convocadas para uma missão.
José Lisboa M. Oliveira
Extraido do livro: Qual o sentido da vocação e missão?

sábado, 23 de abril de 2011

Que está acontecendo hoje?

Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.

Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.

O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: "O meu Senhor está no meio de nós". E Cristo respondeu a Adão: "E com teu espírito". E tomando-o pela mão, disse: "Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará".

Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti por aqueles que nascerem de ti, agora digo, que com todo o meu poder, ordeno aos que estava na prisão: 'Sai!'; e aos que jaziam na trevas. 'Vinde para a luz!'; E aos entorpecidos: 'Levantai-vos!'

Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.

Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu Filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci a terra e foi até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixastes o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus, e num jardim crucificado.

Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida.

Vê minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar dos teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à arvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendes suas mãos para a árvore do paraíso.

Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.

Levante-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso, mas no trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constitui anjos que, como servos, te guardassem, ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.

Está preparado o trono dos querubins prontos e a postos os mensageiros, construídos o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos, adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o Reino dos Céus preparado para ti desde toda a eternidade".

Retirado Liturgia das Horas - uma antiga Homilia no grande Sábado Santo