quarta-feira, 31 de julho de 2013

Mês Vocacional - Subsídio para Celebrações Eucarísticas

Estimado(a) animador(a) vocacional
Ao longo das semanas iremos publicando subsídios elaborados para o Mês Vocacional deste ano. Segue aqui um subsídio elaborado pelo regional Centro Oeste para ser usado nas missas. Esperamos que possa ajudar em sua missão vocacional. 
Irmãs Apostolinas

18º Domingo do Tempo Comum - 04 de Agosto
VOCAÇÃO AO MINISTÉRIO ORDENADO
Comentário Inicial
Irmãos e irmãs, estamos iniciando o mês dedicado às vocações e neste primeiro Domingo recordamos de modo especial os que são chamados ao Ministério Ordenado: diáconos, presbíteros e bispos. “Os Ministros que são revestidos do poder Sagrado pelo Sacramento da Ordem estão a serviço de seus irmãos e irmãs’’ (LG 18). Rezemos pelo fortalecimento e perseverança destes nossos irmãos; que sejam testemunhas autênticas de serviço na construção do Reino de Deus. Atentos à voz de Deus que continua a soar nos corações, chamando para estar com Ele e também servir o seu povo, iniciemos
nossa celebração, cantando:

Preces
1. Senhor, que nosso bispos, padres, diáconos sejam fortalecidos em seus ministérios e que tenham sempre a coragem de doarem suas vidas pelo bem de vosso povo, nos vos pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
2. Senhor, concedei fortaleza a nossos seminaristas que estão no período de formação, que eles possam cada vez mais perseverar em vosso chamado para se tornem nossos futuros pastores, nos vós pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
3. Senhor, continuai a passar por nossas famílias, escolas, faculdades e comunidades e a repetir o vosso chamado a nossos jovens a esta vocação que é ser um homem de Deus a serviço do povo, nós vos pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
4- Senhor, pelo bom êxito do Simpósio Vocacional, promovido pela CNBB/CMOVC, que será realizado de 16 a 18 de maio de 2014 em Brasília, nós vos pedimos:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.

Oração Conclusiva
Há 30 anos o Brasil celebrava o primeiro Ano Vocacional, e nesta ocasião rezou-se a mesma oração que rezaremos agora:

Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”. Derrama sobre nós o teu Espírito, ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, na Vida Consagrada e Religiosa. Senhor, que a messe não se perca por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, consagrados e leigos. Dá perseverança aos nossos seminaristas e vocacionados. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua igreja. Senhor da vida e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, mãe da igreja, modelo dos seguidores do evangelho, ajuda-nos a responder sim. Amém.

19º Domingo do Tempo Comum – 11 de Agosto
VOCAÇÃO MATRIMONIAL (FAMÍLIA)
Comentário Inicial
Diletos irmãos e irmãs, continuamos celebrando o mês vocacional, e nesse clima todo
especial voltamos hoje nosso olhar para aqueles que são chamados à santidade na vivência do Sacramento do Matrimônio formando, assim, novas famílias. Se por um
lado muitas realidades tentam atacar essa que é a “célula base da sociedade”, nós, enquanto igreja, unimo-nos em oração, oferecendo ao Senhor da messe a vida de cada pai, mãe e dos filhos. Que a família, unida no amor e na oração também responda ao Senhor: "Eis-me aqui, envia-me".

Preces
1 - Pelos pais e mães de família, afim de que sejam sempre iluminados pela sabedoria divina e busquem no amor e no perdão o jeito certo de educar os filhos, rezemos ao Senhor:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
2 - Pelos filhos e filhas, para que cresçam em sabedoria e graça, sejam dóceis e obedientes a seus país e vivam em santidade, rezemos ao Senhor:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
3 - Pelos jovens, para que vivam santamente o período do namoro, amadureçam na vida
cristã e procurem com ânimo o Sacramento do Matrimônio, rezemos ao Senhor:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.
4 – Pelos que moram juntos, mas ainda não estão unidos pelos Sacramento do Matrimônio, que o bom testemunho dos casais os ajudem a procurar a vida sacramental, rezemos ao Senhor:
Todos: Senhor, escutai a nossa prece.

Oração conclusiva:
Há 30 anos o Brasil celebrava o primeiro Ano Vocacional, e nesta ocasião rezou-se a mesma oração que rezaremos agora:
Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”. Derrama sobre nós o teu Espírito, ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, na Vida Consagrada e Religiosa. Senhor, que a messe não se perca por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, consagrados e leigos. Dá perseverança aos nossos seminaristas e vocacionados. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua igreja. Senhor da vida e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, mãe da igreja, modelo dos seguidores do evangelho, ajuda-nos a responder sim. Amém.


terça-feira, 30 de julho de 2013

Canonização de João Paulo II e João XXIII

O Papa Francisco revelou aos jornalistas a bordo do avião que o levou do Rio de Janeiro a Roma, que ainda não foi decidida a data em que se celebrará a cerimônia de canonização de seus antecessores João Paulo II e João XXIII, mas adiantou que poderia ser na Solenidade de Cristo Rei que se celebra em novembro, ou no dia 27 de abril de 2014, Domingo da Misericórdia.
 Ao ser consultado sobre o modelo de santidade que para ele representam os dois Pontífices, o Papa Francisco assegurou que João Paulo II "foi um grande visionário da Igreja. Um homem que levou o Evangelho a todos. É um São Paulo. Um grande. Fazer a cerimônia de canonização junta é uma mensagem à Igreja: estes dois são bons".
Depois de recordar que "continuam em curso as causas de Paulo VI e João Paulo I", explicou que pensava realizar a canonização em dezembro próximo "mas há um grande problema: os pobres que têm que vir da Polônia".
"Os que têm dinheiro podem vir em avião, mas para os pobres que tenham que vir em ônibus a viagem em dezembro é muito difícil. Acho que temos que repensar a data. Vimos duas possibilidades, ou Cristo Rei deste ano ou no domingo da Misericórdia do próximo ano. Acho que temos pouco tempo para Cristo Rei deste ano", sustentou.
João XXIII, um sacerdote de povo
Sobre o Papa Bom, Francisco considerou que "João XXIII é um pouco a figura do padre de povo. O padre que ama cada um de seus fiéis e sabe cuidar de seus fiéis. E isto o fez como arcebispo, como núncio... É um padre de povo bom, e com um senso de humor muito grande e uma grande santidade".
O Papa recordou que quando Dom Angelo Giusseppe Roncalli -logo João XXIII- era núncio, "alguns não gostavam muito dele no Vaticano e quando chegava para levar coisas ou pedir alguma coisa nos escritórios, faziam-no esperar. Nunca se queixava. Rezava o terço, lia o breviário. Era um homem humilde. E também alguém que se preocupava com os pobres".
Além disso, relatou que "uma vez, o cardeal Casaroli voltou de uma missão, acho que na Turquia ou na antiga Checoslováquia e foi vê-lo para informar-lhe da missão, naqueles tempos da diplomacia de pequenos passos. Quando Casaroli foi embora, parou-o e lhe disse: excelência, uma pergunta: você continua indo visitar aqueles jovens presos na prisão de menores de Casal del Marmo? O cardeal lhe disse que sim e João XXIII lhe pediu: não os abandone nunca".
João XXIII "era um grande. Um homem que se deixava guiar pelo Senhor", disse Francisco.

Fonte: Aci Digital

Vaticano elogia organização local da JMJ

Na última coletiva antes da partida da comitiva papal de volta a Roma, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, fez um breve balanço da Jornada Mundial da Juventude e da passagem do Papa Francisco ao Brasil. O momento com os jornalistas aconteceu na tarde de domingo, 28, após a Missa de Envio da JMJ Rio2013, Ato Central que fecha a programação do evento.
Ao ser interrogado pelos jornalistas sobre um balanço preliminar do evento, a resposta foi além dos números de público, divulgados pelos órgãos públicos como recorde com mais de três milhões de pessoas. “Isso não é tão importante. Vimos uma atmosfera positiva, apesar das condições climáticas, e os jovens que vieram ao Rio estavam tomados por um espírito de participação, de fé e de força interior. Não é sobre números, é sobre um testemunho público de fé e do Evangelho para as novas gerações”, declarou.
O porta-voz do Vaticano elogiou o Comitê Organizador Local (COL) pela capacidade de montar e oferecer, em tão curto espaço de tempo, parte da estrutura reservada ao Campus Fidei para Copacabana. Para isso, citou o exemplo da organização da distribuição das hóstias para a Missa, feita em um esquema de tendas ao longo de toda a praia. Sobre os boatos em relação à saúde do Santo Padre pelo ritmo de atividades, foi assegurada a ótima forma do pontífice.
Casas em Guaratiba
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, se encontrou com o papa na manhã deste domingo, 28, para informá-lo sobre o projeto de construir casas para 20 mil pessoas no local do Campus Fidei, em Guaratiba, Zona Norte da cidade. “Transformar esse local, que deveria ser de encontro, em um lugar para a moradia de muitas pessoas é um bom projeto, que o papa apreciou muito”, afirmou padre Lombardi.
Ele também revelou outro detalhe do encontro com o prefeito, antes da missa da manhã deste domingo, 28. Quando o prefeito deu as chaves da cidade ao Papa, dias atrás, disse ao Santo Padre que ele poderia fazer o que quisesse. O Santo Padre respondeu ao governante com a frase: “vê, eu estou fazendo o que quero!”.
Outra particularidade da missa desta manhã, 28, foi a família convidada para a ocasião do ofertório pelo próprio papa que conheceu a família em um evento anterior da JMJ. O casal tem uma pequena bebê anencéfala, cujo testemunho de defesa e amor a vida impressionou o Santo Padre. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Oração de compromisso

Meu Senhor Deus,
não tenho nenhuma ideia para onde estou indo.
Não vejo nada na estrada à minha frente.
Não posso saber ao certo onde ela terminará.
Nem conheço de fato a mim mesmo,
e o fato de achar que estou seguindo a Tua vontade
não significa que esteja realmente fazendo isso.
Mas acredito que o desejo de te agradar de fato O agrade.
E espero ter esse dese
jo em tudo o que estou fazendo.
E sei que, se fazer assim Tu me guiarás pela estrada certa,
mesmo que eu não saiba nada sobre ela.
Portanto, confiarei sempre em Ti,
embora eu possa parecer estar perdido
e na sombra da morte.
Não temerei, pois estás sempre comigo
e nunca me abandonarás para enfrentar meus perigos sozinho.
Tomas Merton - monge

domingo, 21 de julho de 2013

No deserto se esconde e se revela uma presença

“- Ah! disse eu ao principezinho, são bem bonitas as tuas lembranças, mas eu não consertei ainda meu avião, não tenho mais nada para beber, e eu seria feliz, eu também, se pudesse ir caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte!
- Tenho sede também... procuremos um poço...
Eu fiz um gesto de desânimo: é absurdo procurar um poço ao acaso, na imensidão do deserto. No entanto, pusemo-nos a caminho.
Já tínhamos andado horas em silêncio quando a noite caiu e as estrelas começaram a brilhar. Eu as via como em sonho, porque tinha um pouco de febre, por causa da sede. As palavras do principezinho cansavam-me na memória.
- Tu tens sede também? perguntei-lhe.
Mas não respondeu à minha pergunta. Disse apenas:
- A água pode ser boa para o coração...
Não compreendi sua resposta e calei-me... Eu bem sabia que não adiantava interrogá-lo. Ele estava cansado. Sentou-se. Sentei-me junto dele. E, após um silêncio, disse ainda:
- As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê...
Eu respondi “é mesmo” e fitei, sem falar, a ondulação da areia enluarada.
- O deserto é belo, acrescentou...
E era verdade. Eu sempre amei o deserto. A gente se senta numa duna de areia. Não se vê nada. Não se escuta nada. E no entanto, no silêncio, alguma coisa irradia...
- O que torna belo o deserto, disse o principezinho, é que ele esconde um poço nalgum lugar...
Fiquei surpreso por compreender de súbito essa misteriosa irradiação da areia. Quando eu era pequeno, habitava uma casa antiga, e diziam as lendas que ali fora enterrado um tesouro. Ninguém, é claro, o conseguira descobrir, nem talvez mesmo o procurou. Mas ele encantava a casa toda. Minha casa escondia um tesouro no fundo do coração...
- Quer se trate da casa, das estrelas ou do deserto, disse eu ao principezinho, o que faz a sua beleza é invisível!
E, caminhando assim, eu descobri o poço. O dia estava raiando.”
(A.Saint Exupéry, O Pequeno Princípe, pp.78-80)

“O deserto é fértil” (D.Helder).
O deserto, na experiência bíblica, é o lugar da passagem constante da escravidão à liberdade. O deserto é a experiência pela qual Deus faz passar Israel para que surja como povo antes de entrar na Terra Nova: tempo de purificação e de vida em marcha, peregrinos apegados somente em Deus.
No deserto Israel aprendeu a descobrir e a confiar em Deus. Longe da segurança do Egito emerge o que há no fundo de seu coração.
Os profetas cantam o tempo do deserto como tempo das obras maravilhosas de Deus.
O deserto é o lugar da Aliança, escola de intimidade com Deus.
Jesus, como todos os profetas, antes de entrar em missão é conduzido pelo Espírito ao deserto (Mc 1,12; Lc 4,1). Jesus recorria a esta experiência em meio à sua vida ativa: afastava-se para lugares solitários (Lc 5,16).
No deserto temos a possibilidade de reconhecer a ação de Deus em nós com outra luz e com outra força.
A experiência do deserto é a de um “tempo” e “lugar” de decisão, de orientação decisiva da vida.
O mestre do deserto é o silêncio. O deserto tem valor porque revela o silêncio. E o silêncio tem valor porque nos revela Deus e a nós mesmos.
Quem anda no deserto sente profundamente o que é o “nada”. Foi no deserto que o povo de Israel sentiu profundamente sua pequenez e total dependência de Deus.
O deserto grita o nosso nada, o deserto elimina todas as distrações, o deserto nos coloca entre a areia e o céu, o nada e o tudo, o eu e Deus. O deserto é o grande auditório para ouvir Deus.
           
PARA AJUDAR A REZAR:
Revisão da Oração - A revisão não é descrição passo a passo do que aconteceu na oração, mas uma tentativa de registrar a experiência no nível do sentir. A questão-chave é “o que aconteceu durante e ao final da oração?”; não que ideias, conhecimentos novos tive, mas “o que sinto/senti a respeito do que me ocorreu durante a oração”.
 Graça - Senhor, vem ao meu encontro e me acompanhe neste deserto.
 PALAVRA DE DEUS - Sl 23(22) - O Senhor é meu pastor!
 Revisão da Oração - Sinto vontade de fazer a experiência do deserto? Por quê?