“Para a Igreja, a opção pelos
pobres é mais uma categoria teológica que cultural, sociológica, política ou
filosófica. Deus «manifesta a sua misericórdia antes de mais» a eles. Esta
preferência divina tem consequências na vida de fé de todos os cristãos,
chamados a possuírem «os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus» (Fl 2,5).
Inspirada por tal preferência, a Igreja fez uma opção pelos pobres,
entendida como uma «forma especial de primado na prática da caridade cristã,
testemunhada por toda a Tradição da Igreja». Como ensinava Bento XVI, esta
opção «está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós,
para nos enriquecer com a sua pobreza». Por isso, desejo uma Igreja pobre
para os pobres. Estes têm muito para nos ensinar. Além de participar do sensus
fidei, nas suas próprias dores conhecem Cristo sofredor. É necessário que
todos nos deixemos evangelizar por eles. A nova evangelização é um convite a
reconhecer a força salvífica das suas vidas e a colocá-los no centro do caminho
da Igreja. Somos chamados a descobrir Cristo neles: não só a emprestar-lhes a
nossa voz nas suas causas, mas também a ser seus amigos, a escutá-los, a
compreendê-los e a acolher a misteriosa sabedoria que Deus nos quer comunicar
através deles”. Evangelii Gaudium, 198
sexta-feira, 13 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
O tempo de Deus
Um excelente nadador
tinha o costume de correr até a água e de molhar somente o dedão do pé antes de
qualquer mergulho.
Uma pessoa intrigada com
aquele comportamento perguntou-lhe qual a razão daquele hábito. O nadador
sorriu, e respondeu:
– Há alguns anos eu era um professor de
natação que ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não
conseguia dormir, e fui até a piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz,
pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube. Quando eu estava no
trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, minha
imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado,
contemplando minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em
seu significado. Eu não era um cristão, mas quando criança aprendi que Jesus
tinha morrido na cruz para nos salvar pelo seu precioso sangue. Naquele
momento, as palavras daquele ensinamento me vieram à mente e me fizeram
recordar do que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus. Não sei quanto tempo
fiquei ali parado com os braços estendidos. E continuou relatando:
– Finalmente, desci do trampolim e fui até a
escada para mergulhar na água. Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e
liso do fundo da piscina. Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido.
Tremi todo, e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado seria meu último
salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão
agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei os meus pecados
e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que Jesus
morreu para me salvar. Naquela noite, fui salvo duas vezes e, para nunca mais
me esquecer, sempre que vou até piscina molho o dedão do pé antes de saltar na
água...
terça-feira, 10 de junho de 2014
Pastoral Vocacional do Oeste 1 visita seminário em Campo Grande
Seminaristas e formadores do Regional Oeste 1 da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) receberam, no Instituto Teológico João
Paulo II (Iteo), em Campo Grande (MS), a visita da Coordenação Regional da
Pastoral Vocacional e do Serviço de Animação Vocacional (PV/SAV). O encontro
aconteceu na quarta-feira, dia 4.
O bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e
referencial da Pastoral Vocacional no Regional, dom Eduardo Pinheiro da Silva,
presidiu a missa de abertura da visita, concelebrada pelos padres assessores
diocesanos da PV/SAV e formadores dos seminários diocesanos.
Foi exibido aos participantes o documentário “Simpósio
Vocacional do Brasil”. Também foi feita uma partilha da experiência dos 22
delegados do Regional Oeste 1 que participaram do Simpósio, realizado entre os
dias 16 e 18 de maio, em Brasília (DF).
O assessor diocesano da PV/SAV da diocese de Três Lagoas
(MS) e vice-reitor do Seminário Maior Maria Mãe da Igreja, padre Rogério Gomes
Fernandes, relatou aspectos da cultura vocacional e destacou os três passos que
compõem “uma autêntica cultura vocacional”. A mentalidade, a sensibilidade e o
serviço. Padre Rogério ainda reforçou a
necessidade de rezar e testemunhar a felicidade da própria vocação.
Fonte CNBB
segunda-feira, 9 de junho de 2014
O encontro pessoal com o amor de Jesus
"A
primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus, aquela
experiência de sermos salvos por Ele que nos impele a amá-lo cada vez mais. Com
efeito, um amor que não sentisse a necessidade de falar da pessoa amada, de a
apresentar, de a tornar conhecida, que amor seria? Se não sentimos o desejo
intenso de comunicar Jesus, precisamos de nos deter em oração para lhe pedir
que volte a cativar-nos. Precisamos de o implorar cada dia, pedir a sua graça
para que abra o nosso coração frio e sacuda a nossa vida tíbia e superficial.
Colocados diante dele com o coração aberto, deixando que Ele nos olhe,
reconhecemos aquele olhar de amor que descobriu Natanael no dia em que Jesus se
fez presente e lhe disse: «Eu vi-te, quando estavas debaixo da figueira!» (Jo
1,48). Como é doce permanecer diante dum crucifixo ou de joelhos diante do
Santíssimo Sacramento, e fazê-lo simplesmente para estar à frente dos seus olhos!
Como nos faz bem deixar que Ele volte a tocar a nossa vida e nos envie para
comunicar a sua vida nova! Sucede então que, em última análise, «o que nós
vimos e ouvimos, isso anunciamos» (1Jo 1,3). A melhor motivação para se
decidir a comunicar o Evangelho é contemplá-lo com amor, é deter-se nas suas
páginas e lê-lo com o coração. Se o abordamos desta maneira, a sua beleza
deslumbra-nos, volta a cativar-nos vezes sem conta. Por isso, é urgente
recuperar um espírito contemplativo, que nos permita redescobrir, cada
dia, que somos depositários de um bem que humaniza, que ajuda a levar uma vida
nova. Não há nada de melhor para transmitir aos outros". Evangelii Gaudium, 264.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
A arte do acompanhamento
"Hoje
mais do que nunca precisamos de homens e mulheres que conheçam, a partir da sua
experiência de acompanhamento, o modo de proceder onde reine a prudência, a
capacidade de compreensão, a arte de esperar, a docilidade ao Espírito, para no
meio de todos defender as ovelhas a nós confiadas dos lobos que tentam
desgarrar o rebanho. Precisamos de nos exercitar na arte de escutar, que é
mais do que ouvir. Escutar, na comunicação com o outro, é a capacidade do
coração que torna possível a proximidade, sem a qual não existe um verdadeiro
encontro espiritual. Escutar ajuda-nos a individuar o gesto e a palavra
oportunos que nos desinstalam da cômoda condição de espectadores. Só a partir
desta escuta respeitosa e compassiva é que se pode encontrar os caminhos para
um crescimento genuíno, despertar o desejo do ideal cristão, o anseio de
corresponder plenamente ao amor de Deus e o anelo de desenvolver o melhor de
quanto Deus semeou na nossa própria vida. Mas sempre com a paciência de quem
está ciente daquilo que ensinava São Tomás de Aquino: alguém pode ter a graça
e a caridade, mas não praticar bem nenhuma das virtudes «por causa de algumas
inclinações contrárias» que persistem.133 Por
outras palavras, as virtudes organizam-se sempre e necessariamente «in
habitu», embora os condicionamentos possam dificultar as operações desses
hábitos virtuosos. Por isso, faz falta «uma pedagogia que introduza a pessoa
passo a passo até chegar à plena apropriação do mistério».134
Para se chegar a um estado de maturidade, isto é, para que as
pessoas sejam capazes de decisões verdadeiramente livres e responsáveis, é
preciso dar tempo ao tempo, com uma paciência imensa. Como dizia o Beato Pedro
Fabro: «O tempo é o mensageiro de Deus»". Evangelii Gaudium nº 171.
Assinar:
Postagens (Atom)
