segunda-feira, 31 de março de 2014
sábado, 29 de março de 2014
Despertar Vocacional - Diocese de Oliveira
O tesouro é algo preciso para cada pessoa, e em torno dele gira a vida como nos diz o Senhor, “Onde está o teu tesouro ai estará também o teu coração” (Mt 6,21), nem sempre, porém, este tesouro é digno de tanto valor, e para que cada pessoa perceba isso, olhe para o próprio coração, lá onde está o tesouro, é preciso parar. Foi esta a proposta do I Despertar Vocacional, realizado, no último dia 16 de março, em algumas paróquias da Diocese de Oliveira/MG (Oliveira, Campo Belo, Carmópolis, Passa Tempo, Candeias, Cana verde, Santo Antônio do Amparo).
Mais de quinhentos jovens participaram do encontro, no mesmo dia, porém em lugares e horários diferentes. Foram convidados a entrar na sala da realidade, parar e pensar: Qual é o meu tesouro, onde ele está? Posso parar para encontrá-lo? Será que não estou enchendo a minha vida com “tesouros” inúteis, que na verdade impedem-me de ver o essencial?
Toda a experiência do encontro girou em torno da vivência da “sala da realidade”, neste lugar cada jovem deveria encontrar o próprio tesouro, abraçá-lo e rezar com ele, em comunidades tiveram a oportunidade de partilhar o próprio tesouro. Os jovens puderam perceber que nenhum tesouro tem sentido fora de Cristo, é nele que deve estar enraizado o coração de toda pessoa. Eis o convite, “um novo tesouro: Jesus em meu caminho”.
Redemos graças a Deus por ter proporcionado a realização deste Despertar, em preparação para os Encontros vocacionais Diocesanos que acontecerá nos dias 04, 05 e 06 de abril.
Ir. Elisangela, omj - Membro Equipe Vocacional Diocesana
Maria na Campanha da Fraternidade
Certa vez, fui dar uma palestra numa paróquia, no
início da Campanha da Fraternidade. O Doutor Alberto, senhor rico e bem
vestido, advogado famoso na cidade, levantou-se e com voz arrogante falou: “Eu
não gosto de Campanha da Fraternidade. Em vez de acentuar o jejum e a
penitência, a Igreja fica falando de problemas sociais. Eu quero é viver a quaresma, como antigamente”.
Eu entendo o que ele disse. Alguns assuntos
das Campanhas da Fraternidade são difíceis de serem traduzidas em atitudes de
conversão concretas e visíveis, no cotidiano das pessoas. Os grandes temas
sociais por vezes parecem tão complexos e difíceis de resolver, que a pregação
da Campanha da Fraternidade pode se reduzir a um tema geral, que não atinge a
vida de cada um.
O engano consiste em separar a penitência e a
conversão pessoal da mudança social. Na pregação dos profetas, estas
duas realidades sempre vão juntas. Na primeira sexta-feira da quaresma, lê-se
na liturgia o texto de Isaías 58. O profeta começa recorda a reclamação
daqueles que dizem invocar a Deus e não serem atendidos. "Por que
jejuamos, e tu não viste? Por que nos humilhamos totalmente, e nem tomaste
conhecimento?" Deus responde: “Acontece que, mesmo quando estão jejuando,
vocês só cuidam dos próprios interesses e continuam explorando quem trabalha
para vocês. O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões
injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e
despedaçar qualquer jugo; repartir a comida com quem passa fome, hospedar em
sua casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu, e não se
fechar à sua própria gente” (Is 58,3.6-7).
A originalidade da Campanha da Fraternidade consiste
justamente em acreditar que a conversão individual se faz ao mesmo tempo com
mudanças culturais, sociais e políticas. Esta convicção já está presente
na pregação e na prática de Jesus. No sermão da planície, em Lucas 6,20-28, o
Mestre anuncia as “Bem Aventuranças”: felizes são os pobres, os famintos, os
que choram, os perseguidos por causa da justiça, pois o Reino de Deus está
chegando especialmente para eles. E dirige palavras duras para os gananciosos e
injustos. Quando Jesus come com os pecadores e pobres, acolhe
cada um deles, mas também anuncia com seu gesto que se inicia uma sociedade que
supera a exclusão social e religiosa.
O cântico de Maria, a mãe de Jesus, tradicionalmente
chamado de “Magnificat” (Lc 1,46-55), manifesta o mesmo espírito de conversão e
mudança das Bem-Aventuranças. Maria começa proclamando a grandeza de
Deus que fez nela grandes maravilhas. Mas não se detém somente na sua
experiência pessoal. Ela proclama que Deus vai operar grandes mudanças na sociedade,
como saciar de bens os famintos e derrubar os poderosos de seus tronos. Maria
compreende que a conversão individual e as mudanças estruturais fariam parte do
mesmo projeto salvador e libertador de Jesus.
Peçamos a Maria que nesta quaresma ela nos faça melhores, mais bondosos(as), desprendidos(as), livres para servir a Deus, com um coração renovado. E, ao mesmo tempo, que ela nos dê consciência crítica para nos inteirarmos de situações desumanizadoras que clamam por transformação. E a lucidez para empreender iniciativas comunitárias e sociais contra o tráfico de seres humanos, nas suas diversas formas. Assim, a quaresma nos preparará para celebrar, de maneira sempre nova, a vida, morte e ressurreição de Jesus. E neste caminho pascal, Maria vai conosco, abre nossa mente e nosso coração, aponta para Jesus e o seu Reino. Amém!
Peçamos a Maria que nesta quaresma ela nos faça melhores, mais bondosos(as), desprendidos(as), livres para servir a Deus, com um coração renovado. E, ao mesmo tempo, que ela nos dê consciência crítica para nos inteirarmos de situações desumanizadoras que clamam por transformação. E a lucidez para empreender iniciativas comunitárias e sociais contra o tráfico de seres humanos, nas suas diversas formas. Assim, a quaresma nos preparará para celebrar, de maneira sempre nova, a vida, morte e ressurreição de Jesus. E neste caminho pascal, Maria vai conosco, abre nossa mente e nosso coração, aponta para Jesus e o seu Reino. Amém!
Afonso Murad - Publicado na Revista de Aparecida – Março 2014.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Últimos dias de inscrição para o Simpósio Vocacional
Encerram-se amanhã, 28, as inscrições para o Simpósio Vocacional. Com o tema “Ide e anunciai! Vocações diversas para uma grande missão!”, o evento, que será realizado de 16 a 18 de maio, tem como objetivo incrementar a cultura vocacional na ação evangelizadora da Igreja no Brasil e avançar no discipulado missionário como legado batismal, na comunhão e complementaridade de vocações e ministérios na comunidade eclesial. As inscrições estão sendo feitas pelo Serviço de Animação Vocacional de cada regional. Os interessados deverão procurar os responsáveis pelas inscrições na sua própria localidade. (Veja abaixo os contatos para informações, por região)
Região Sul (São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul): Responsável: Padre Marcelo Martendal - martendal.bnu@ibest.com.br
Região Leste (Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro): Responsável: Padre Eliseu -pe.eliseu@gmail.com e também pelo site do Regional - /www.cnbbleste2.org.br
Região Norte (Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre, Amapá e Pará): Responsável: Irmã Letícia -pontinilet@yahoo.com.br
Região Oeste (Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins): Responsável: Edna - ednalegal@ibest.com.br
Região Nordeste: Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão - Responsável: Diácono João Batista: jbnfilho@gmail.com e também pelo site: arquidiocesedenatal.org.br
Primeiro relatório consolida dados sobre Tráfico de Pessoas no Brasil
Entre 2005 e 2011 a Polícia Federal (PF) registrou 157
inquéritos por tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual,
enquanto que o Poder Judiciário, segundo o Conselho Nacional de Justiça,
teve 91 processos distribuídos. Os dados constam no primeiro relatório com a
consolidação das informações existentes sobre o Tráfico de Pessoas no Brasil
elaborado pela Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça
(SNJ/MJ), em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime
(UNODC).
Os números ainda revelam que foram instaurados no
total 514 inquéritos pela Polícia Federal entre 2005 e 2011, dos quais 13 de
tráfico interno de pessoas e 344 de trabalho escravo. “O estudo mostra que o
sistema de justiça criminal funciona como um funil. Deveria ser um processo
distribuído pra cada inquérito. No caso dos inquéritos de tráfico internacional
realizados pela PF e dos processos distribuídos no poder judiciário, funciona
na razão de dois pra um”, explica o secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão.
O relatório elaborado entre os meses de maio a
setembro de 2012 recuperou estatísticas, sobretudo criminais, sobre o tráfico
de pessoas no Brasil. Órgãos vinculados ao Ministério da Justiça, como o
Departamento de Polícia Federal, Departamento de Polícia Rodoviária Federal,
Departamento Penitenciário Nacional, Defensoria Pública da União e a Secretaria
Nacional de Segurança Pública, além dos organismos que atendem diretamente
vítimas de tráfico de pessoas, como a Assistência Consular do Ministério das
Relações Exteriores, foram entrevistados e forneceram dados. Também foram
ouvidos o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério
Público.
terça-feira, 25 de março de 2014
Os olhos de quem vê
Um dia, um pai de família
rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o
firme propósito de mostrar-lhe o quanto as pessoas podem ser pobres. Seu
objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais
que possuía, seu status e
prestígio social. O pai queria desde cedo passar esses valores para seu
herdeiro.
Eles ficaram um dia e uma
noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo.
Quando retornavam da
viagem, o pai perguntou ao filho:
– E aí filhão, como foi a viagem para você?
– Muito boa, papai.
– Você viu a diferença entre viver na riqueza
e viver na pobreza?
– Sim pai... - Retrucou o filho,
pensativamente.
– E o que você aprendeu com tudo o que viu
naquele lugar tão pobre?
O menino respondeu:
– É pai, pude ver muitas coisas... Vi
que nós temos só um cachorro em casa, enquanto eles têm quatro. Nós temos uma
piscina que alcança metade do jardim, e eles têm um riacho sem fim.
Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm
as estrelas e a lua no céu. Nosso quintal vai até o portão de
entrada e eles têm uma floresta inteirinha. Nós temos alguns canários numa
gaiola e eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!
O filho suspirou e
continuou:
– E além do mais, papai, observei que eles
oram antes de qualquer refeição, enquanto nós sentamos à mesa e falamos de
negócios e eventos sociais. Então comemos, empurramos o prato e pronto! No
quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer
orar, enquanto ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive por nossa
visita. Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos TV e
dormimos. Outra coisa papai, eu dormi na rede do Tonho e ele
dormiu no chão, pois não havia rede para cada um de nós. Na nossa casa,
colocamos nossa empregada para dormir naquele quarto onde guardamos entulho,
apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.
Conforme o garoto falava,
o pai ficava constrangido, enrubescido e envergonhado. O filho, em sua sábia
ingenuidade e brilhante desabafo, abraçou o pai e ainda acrescentou:
– Obrigado papai, por ter me mostrado o quanto
somos pobres!
domingo, 23 de março de 2014
Beato José de Anchieta será canonizado no próximo 2 de abril
O Papa Francisco vai presidir no dia 24 de abril uma Missa na igreja de Santo Inácio, em Roma,
em ação de graças pela canonização do Beato José de Anchieta (1534-1597), o
Apóstolo do Brasil, que será declarado santo por meio de um decreto pontifício
neste 2 de abril. O Papa Francisco também vai assinar decretos de canonização
equipolente de dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá:
o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a mística missionária Maria
da Encarnação Guyart (1599-1672).
Nascido em Tenerife, nas Canárias (Espanha), o jesuíta chegou
ao Brasil em julho de 1553, onde fundou juntamente com o padre português Manuel
da Nóbrega um colégio em Piratininga, deu origem à cidade de São Paulo. José de
Anchieta foi a Portugal aos 14 anos para estudar das Artes e Humanidades, em
Coimbra, confiado aos jesuítas, anexo à Universidade local. Ali entrou no
noviciado da Companhia de Jesus, e foi logo destinado à missão do Brasil.
Segundo a Rádio Vaticano, O Papa Francisco também vai
assinar decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que
promoveram a evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval
(1623-1708) e a mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).
Os três futuros santos foram beatificados por João Paulo II
a 22 de junho de 1980, com outras duas figuras da Igreja Católica na América,
Pedro de Betancour (1626-1667) e Catarina Tekakwitha (1656-1680), entretanto
canonizados.
A ‘canonização equipolente’, explica a Agência Ecclesia do
Episcopado português, é um processo instituído no século XVIII por Bento XIV,
através do qual o Papa “vincula a Igreja como um todo para que observe a
veneração de um Servo de Deus ainda não canonizado pela inserção de sua
festividade no calendário litúrgico da Igreja universal, com Missa e Ofício
Divino”.
Francisco já recordou a este procedimento em outubro, com a
Beata Ângela de Foligno (1248-1309), e em dezembro, com o jesuíta Pedro Fabro
(1506-1546).
Beato José de Anchieta será canonizado no próximo 2 de
abril. O Papa Francisco vai presidir no dia 24 de abril uma Missa na igreja de
Santo Inácio, em Roma, em ação de graças pela canonização do Beato José de
Anchieta (1534-1597), o Apóstolo do Brasil, que será declarado santo por meio
de um decreto pontifício neste 2 de abril. O Papa Francisco também vai assinar
decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que promoveram a
evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a
mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).
Nascido em Tenerife, nas Canárias (Espanha), o jesuíta
chegou ao Brasil em julho de 1553, onde fundou juntamente com o padre português
Manuel da Nóbrega um colégio em Piratininga, deu origem à cidade de São Paulo.
José de Anchieta foi a Portugal aos 14 anos para estudar das Artes e
Humanidades, em Coimbra, confiado aos jesuítas, anexo à Universidade local. Ali
entrou no noviciado da Companhia de Jesus, e foi logo destinado à missão do
Brasil.
Segundo a Rádio Vaticano, O Papa Francisco também vai assinar
decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que promoveram a
evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a
mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).
Os três futuros santos foram beatificados por João Paulo II
a 22 de junho de 1980, com outras duas figuras da Igreja Católica na América,
Pedro de Betancour (1626-1667) e Catarina Tekakwitha (1656-1680), entretanto
canonizados.
A ‘canonização equipolente’, explica a Agência Ecclesia do
Episcopado português, é um processo instituído no século XVIII por Bento XIV,
através do qual o Papa “vincula a Igreja como um todo para que observe a
veneração de um Servo de Deus ainda não canonizado pela inserção de sua
festividade no calendário litúrgico da Igreja universal, com Missa e Ofício
Divino”.
Francisco já recordou a este procedimento em outubro, com a
Beata Ângela de Foligno (1248-1309), e em dezembro, com o jesuíta Pedro Fabro
(1506-1546).
O Beato foi escolhido como um dos intercessores da JMJ Rio 2013 que contou com a presença do primeiro Papa Jesuíta da história. O missionário chegou ao Brasil com apenas 19 anos, e exerceu também as funções de sacerdote, historiador, professor e poeta.
O Beato foi escolhido como um dos intercessores da JMJ Rio 2013 que contou com a presença do primeiro Papa Jesuíta da história. O missionário chegou ao Brasil com apenas 19 anos, e exerceu também as funções de sacerdote, historiador, professor e poeta.
No próprio dia 2 de abril, em todas as Igrejas da Arquidiocese
de São Paulo, às 14h, haverá repicar dos sinos pela canonização de Anchieta.
Haverá uma surpresa para quem comparecer à Praça da Sé.
Segundo informa o site da Arquidiocese, São Paulo está em
festa e convida todos a participar da Missa em ação de graças pela canonização
de Anchieta, no domingo, 6/4, às 11h, na Catedral da Sé. A celebração será
transmitida ao vivo pela TV Cultura e retransmitida, por meio de pool, por
emissoras católicas, como a Canção Nova, Rede Vida e
TV Aparecida, as que, até o momento.
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