sábado, 29 de março de 2014

Despertar Vocacional - Diocese de Oliveira


O tesouro é algo preciso para cada pessoa, e em torno dele gira a vida como nos diz o Senhor, “Onde está o teu tesouro ai estará também o teu coração” (Mt 6,21), nem sempre, porém, este tesouro é digno de tanto valor, e para que cada pessoa perceba isso, olhe para o próprio coração, lá onde está o tesouro, é preciso parar. Foi esta a proposta do I Despertar Vocacional, realizado, no último dia 16 de março, em algumas paróquias da Diocese de Oliveira/MG (Oliveira, Campo Belo, Carmópolis, Passa Tempo, Candeias, Cana verde, Santo Antônio do Amparo).
Mais de quinhentos jovens participaram do encontro, no mesmo dia, porém em lugares e horários diferentes. Foram convidados a entrar na sala da realidade, parar e pensar: Qual é o meu tesouro, onde ele está? Posso parar para encontrá-lo? Será que não estou enchendo a minha vida com “tesouros” inúteis, que na verdade impedem-me de ver o essencial?
Toda a experiência do encontro girou em torno da vivência da “sala da realidade”, neste lugar cada jovem deveria encontrar o próprio tesouro, abraçá-lo e rezar com ele, em comunidades tiveram a oportunidade de partilhar o próprio tesouro. Os jovens puderam perceber que nenhum tesouro tem sentido fora de Cristo, é nele que deve estar enraizado o coração de toda pessoa. Eis o convite, “um novo tesouro: Jesus em meu caminho”.
Redemos graças a Deus por ter proporcionado a realização deste Despertar, em preparação para os Encontros vocacionais Diocesanos que acontecerá nos dias 04, 05 e 06 de abril.
Ir. Elisangela, omj - Membro Equipe Vocacional Diocesana

Maria na Campanha da Fraternidade

Certa vez, fui dar uma palestra numa paróquia, no início da Campanha da Fraternidade. O Doutor Alberto, senhor rico e bem vestido, advogado famoso na cidade, levantou-se e com voz arrogante falou: “Eu não gosto de Campanha da Fraternidade. Em vez de acentuar o jejum e a penitência, a Igreja fica falando de problemas sociais. Eu quero é viver a quaresma, como antigamente”.
Eu entendo o que ele disse. Alguns assuntos das Campanhas da Fraternidade são difíceis de serem traduzidas em atitudes de conversão concretas e visíveis, no cotidiano das pessoas. Os grandes temas sociais por vezes parecem tão complexos e difíceis de resolver, que a pregação da Campanha da Fraternidade pode se reduzir a um tema geral, que não atinge a vida de cada um.
O engano consiste em separar a penitência e a conversão pessoal da mudança social. Na pregação dos profetas, estas duas realidades sempre vão juntas. Na primeira sexta-feira da quaresma, lê-se na liturgia o texto de Isaías 58. O profeta começa recorda a reclamação daqueles que dizem invocar a Deus e não serem atendidos. "Por que jejuamos, e tu não viste? Por que nos humilhamos totalmente, e nem tomaste conhecimento?" Deus responde: “Acontece que, mesmo quando estão jejuando, vocês só cuidam dos próprios interesses e continuam explorando quem trabalha para vocês. O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e despedaçar qualquer jugo; repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu, e não se fechar à sua própria gente” (Is 58,3.6-7).
A originalidade da Campanha da Fraternidade consiste justamente em acreditar que a conversão individual se faz ao mesmo tempo com mudanças culturais, sociais e políticas. Esta convicção já está presente na pregação e na prática de Jesus. No sermão da planície, em Lucas 6,20-28, o Mestre anuncia as “Bem Aventuranças”: felizes são os pobres, os famintos, os que choram, os perseguidos por causa da justiça, pois o Reino de Deus está chegando especialmente para eles. E dirige palavras duras para os gananciosos e injustos. Quando Jesus come com os pecadores e pobres, acolhe cada um deles, mas também anuncia com seu gesto que se inicia uma sociedade que supera a exclusão social e religiosa.
O cântico de Maria, a mãe de Jesus, tradicionalmente chamado de “Magnificat” (Lc 1,46-55), manifesta o mesmo espírito de conversão e mudança das Bem-Aventuranças. Maria começa proclamando a grandeza de Deus que fez nela grandes maravilhas. Mas não se detém somente na sua experiência pessoal. Ela proclama que Deus vai operar grandes mudanças na sociedade, como saciar de bens os famintos e derrubar os poderosos de seus tronos. Maria compreende que a conversão individual e as mudanças estruturais fariam parte do mesmo projeto salvador e libertador de Jesus.
Peçamos a Maria que nesta quaresma ela nos faça melhores, mais bondosos(as), desprendidos(as), livres para servir a Deus, com um coração renovado. E, ao mesmo tempo, que ela nos dê consciência crítica para nos inteirarmos de situações desumanizadoras que clamam por transformação. E a lucidez para empreender iniciativas comunitárias e sociais contra o tráfico de seres humanos, nas suas diversas formas. Assim, a quaresma nos preparará para celebrar, de maneira sempre nova, a vida, morte e ressurreição de Jesus. E neste caminho pascal, Maria vai conosco, abre nossa mente e nosso coração, aponta para Jesus e o seu Reino. Amém!
Afonso Murad - Publicado na Revista de Aparecida – Março 2014.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Últimos dias de inscrição para o Simpósio Vocacional


Encerram-se amanhã, 28, as inscrições para o Simpósio Vocacional. Com o tema “Ide e anunciai! Vocações diversas para uma grande missão!”, o evento, que será realizado de 16 a 18 de maio, tem como objetivo incrementar a cultura vocacional na ação evangelizadora da Igreja no Brasil e avançar no discipulado missionário como legado batismal, na comunhão e complementaridade de vocações e ministérios na comunidade eclesial. As inscrições estão sendo feitas pelo Serviço de Animação Vocacional de cada regional. Os interessados deverão procurar os responsáveis pelas inscrições na sua própria localidade. (Veja abaixo os contatos para informações, por região)
Região Sul (São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul): Responsável: Padre Marcelo Martendal - martendal.bnu@ibest.com.br
Região Leste (Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro): Responsável: Padre Eliseu -pe.eliseu@gmail.com e também pelo site do Regional - /www.cnbbleste2.org.br
Região Norte (Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre, Amapá e Pará): Responsável: Irmã Letícia -pontinilet@yahoo.com.br
Região Oeste (Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins): Responsável: Edna - ednalegal@ibest.com.br
Região Nordeste: Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão - Responsável: Diácono João Batista: jbnfilho@gmail.com e também pelo site: arquidiocesedenatal.org.br

Primeiro relatório consolida dados sobre Tráfico de Pessoas no Brasil

Entre 2005 e 2011 a Polícia Federal (PF) registrou 157 inquéritos por tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, enquanto que o  Poder Judiciário, segundo o Conselho Nacional de Justiça, teve 91 processos distribuídos. Os dados constam no primeiro relatório com a consolidação das informações existentes sobre o Tráfico de Pessoas no Brasil elaborado pela Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça (SNJ/MJ), em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
Os números ainda revelam que foram instaurados no total 514 inquéritos pela Polícia Federal entre 2005 e 2011, dos quais 13 de tráfico interno de pessoas e 344 de trabalho escravo. “O estudo mostra que o sistema de justiça criminal funciona como um funil. Deveria ser um processo distribuído pra cada inquérito. No caso dos inquéritos de tráfico internacional realizados pela PF e dos processos distribuídos no poder judiciário, funciona na razão de dois pra um”, explica o secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão.

O relatório elaborado entre os meses de maio a setembro de 2012 recuperou estatísticas, sobretudo criminais, sobre o tráfico de pessoas no Brasil. Órgãos vinculados ao Ministério da Justiça, como o Departamento de Polícia Federal, Departamento de Polícia Rodoviária Federal, Departamento Penitenciário Nacional, Defensoria Pública da União e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, além dos organismos que atendem diretamente vítimas de tráfico de pessoas, como a Assistência Consular do Ministério das Relações Exteriores, foram entrevistados e forneceram dados. Também foram ouvidos o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público.

terça-feira, 25 de março de 2014

Os olhos de quem vê

Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar-lhe o quanto as pessoas podem ser pobres. Seu objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, seu status e prestígio social. O pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.
Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo.
Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
 E aí filhão, como foi a viagem para você?
 Muito boa, papai.
 Você viu a diferença entre viver na riqueza e viver na pobreza? 
 Sim pai... - Retrucou o filho, pensativamente. 
 E o que você aprendeu com tudo o que viu naquele lugar tão pobre? 
O menino respondeu: 
 É pai, pude ver muitas coisas... Vi que nós temos só um cachorro em casa, enquanto eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança metade do jardim, e eles têm um riacho sem fim.  Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu. Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha. Nós temos alguns canários numa gaiola e eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!
O filho suspirou e continuou:
 E além do mais, papai, observei que eles oram antes de qualquer refeição, enquanto nós sentamos à mesa e falamos de negócios e eventos sociais. Então comemos, empurramos o prato e pronto! No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive por nossa visita. Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos TV e dormimos.  Outra coisa papai, eu dormi na rede do Tonho e ele dormiu no chão, pois não havia rede para cada um de nós. Na nossa casa, colocamos nossa empregada para dormir naquele quarto onde guardamos entulho, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.
Conforme o garoto falava, o pai ficava constrangido, enrubescido e envergonhado. O filho, em sua sábia ingenuidade e brilhante desabafo, abraçou o pai e ainda acrescentou: 

 Obrigado papai, por ter me mostrado o quanto somos pobres!

domingo, 23 de março de 2014

Beato José de Anchieta será canonizado no próximo 2 de abril

O Papa Francisco vai presidir no dia 24 de abril uma Missa na igreja de Santo Inácio, em Roma, em ação de graças pela canonização do Beato José de Anchieta (1534-1597), o Apóstolo do Brasil, que será declarado santo por meio de um decreto pontifício neste 2 de abril. O Papa Francisco também vai assinar decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).
Nascido em Tenerife, nas Canárias (Espanha), o jesuíta chegou ao Brasil em julho de 1553, onde fundou juntamente com o padre português Manuel da Nóbrega um colégio em Piratininga, deu origem à cidade de São Paulo. José de Anchieta foi a Portugal aos 14 anos para estudar das Artes e Humanidades, em Coimbra, confiado aos jesuítas, anexo à Universidade local. Ali entrou no noviciado da Companhia de Jesus, e foi logo destinado à missão do Brasil.
Segundo a Rádio Vaticano, O Papa Francisco também vai assinar decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).
Os três futuros santos foram beatificados por João Paulo II a 22 de junho de 1980, com outras duas figuras da Igreja Católica na América, Pedro de Betancour (1626-1667) e Catarina Tekakwitha (1656-1680), entretanto canonizados.
A ‘canonização equipolente’, explica a Agência Ecclesia do Episcopado português, é um processo instituído no século XVIII por Bento XIV, através do qual o Papa “vincula a Igreja como um todo para que observe a veneração de um Servo de Deus ainda não canonizado pela inserção de sua festividade no calendário litúrgico da Igreja universal, com Missa e Ofício Divino”.
Francisco já recordou a este procedimento em outubro, com a Beata Ângela de Foligno (1248-1309), e em dezembro, com o jesuíta Pedro Fabro (1506-1546).
Beato José de Anchieta será canonizado no próximo 2 de abril. O Papa Francisco vai presidir no dia 24 de abril uma Missa na igreja de Santo Inácio, em Roma, em ação de graças pela canonização do Beato José de Anchieta (1534-1597), o Apóstolo do Brasil, que será declarado santo por meio de um decreto pontifício neste 2 de abril. O Papa Francisco também vai assinar decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).
Nascido em Tenerife, nas Canárias (Espanha), o jesuíta chegou ao Brasil em julho de 1553, onde fundou juntamente com o padre português Manuel da Nóbrega um colégio em Piratininga, deu origem à cidade de São Paulo. José de Anchieta foi a Portugal aos 14 anos para estudar das Artes e Humanidades, em Coimbra, confiado aos jesuítas, anexo à Universidade local. Ali entrou no noviciado da Companhia de Jesus, e foi logo destinado à missão do Brasil.
Segundo a Rádio Vaticano, O Papa Francisco também vai assinar decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).
Os três futuros santos foram beatificados por João Paulo II a 22 de junho de 1980, com outras duas figuras da Igreja Católica na América, Pedro de Betancour (1626-1667) e Catarina Tekakwitha (1656-1680), entretanto canonizados.
A ‘canonização equipolente’, explica a Agência Ecclesia do Episcopado português, é um processo instituído no século XVIII por Bento XIV, através do qual o Papa “vincula a Igreja como um todo para que observe a veneração de um Servo de Deus ainda não canonizado pela inserção de sua festividade no calendário litúrgico da Igreja universal, com Missa e Ofício Divino”.
Francisco já recordou a este procedimento em outubro, com a Beata Ângela de Foligno (1248-1309), e em dezembro, com o jesuíta Pedro Fabro (1506-1546).
O Beato foi escolhido como um dos intercessores da JMJ Rio 2013 que contou com a presença do primeiro Papa Jesuíta da história. O missionário chegou ao Brasil com apenas 19 anos, e exerceu também as funções de sacerdote, historiador, professor e poeta.
No próprio dia 2 de abril, em todas as Igrejas da Arquidiocese de São Paulo, às 14h, haverá repicar dos sinos pela canonização de Anchieta. Haverá uma surpresa para quem comparecer à Praça da Sé.

Segundo informa o site da Arquidiocese, São Paulo está em festa e convida todos a participar da Missa em ação de graças pela canonização de Anchieta, no domingo, 6/4, às 11h, na Catedral da Sé. A celebração será transmitida ao vivo pela TV Cultura e retransmitida, por meio de pool, por emissoras católicas, como a Canção Nova, Rede Vida e TV Aparecida, as que, até o momento.